O que cada rocha significa
Subgrupo Paraopeba 29 poços
Rocha carbonática · aquífero carstico
Unidade do Grupo Bambuí formada por pelitos e carbonatos, muito presente no centro e norte de Minas Gerais.
Na perfuração: Alternância entre camadas pelíticas estáveis e níveis carbonáticos que podem apresentar cavidades.
Para a água: Comportamento cárstico-fissural, com vazões irregulares e água tipicamente dura.
Aluviões 4 poços
Rocha sedimentar · aquífero poroso
Depósitos de areia, cascalho e argila acumulados por rios ao longo dos vales.
Na perfuração: Material solto, de avanço muito rápido e parede instável. Exige revestimento desde o início e pré-filtro bem selecionado.
Para a água: Aquífero raso e de recarga imediata, com boas vazões onde o cascalho é espesso. É também o mais exposto a contaminação — a proximidade de fossas e currais precisa ser avaliada com rigor.
Formação Lagoa do Jacare 3 poços
Rocha carbonática · aquífero carstico
Calcários do Grupo Bambuí, muito registrados na região de Montes Claros e no norte de Minas Gerais.
Na perfuração: Rocha carbonática com risco de perda de circulação em zonas de dissolução.
Para a água: Das unidades mais produtivas do norte mineiro. Vazões altas onde há condutos, e água dura, que incrusta tubulação e reduz a eficiência de sabão.
Grupo Bambuí 2 poços
Rocha carbonática · aquífero carstico
Calcários, dolomitos e pelitos que cobrem grande parte de Minas Gerais, Goiás e Bahia. Uma das unidades mais importantes para o abastecimento do interior.
Na perfuração: Perfuração de comportamento imprevisível: pode encontrar cavidades que causam perda súbita de circulação e exigem cimentação e revestimento adicionais.
Para a água: Aquífero cárstico-fissural. Onde há condutos de dissolução, as vazões estão entre as maiores do país; a poucos metros dali, um poço pode ser improdutivo. A água costuma ser dura, com alto teor de cálcio e magnésio.