Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Indaiabira - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Indaiabira, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação chapada acauã
  • 25poços cadastrados
  • 113,8 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 8,9 mnível estático médio

Como são os poços em Indaiabira - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Indaiabira - MG. A profundidade média é de 113,8 m e a mediana, 104 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Chapada Acauã. No Censo 2022, 475 dos 2.158 domicílios do município — 22% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
113,8 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
8,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Chapada Acauã
Ante a média do estado
17 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.346 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
475 (22%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Indaiabira, com profundidade média de 113,8 m (mediana de 104 m, variando de 51 m a 190 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Chapada Acauã, presente em 65% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Indaiabira é 17 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Indaiabira

Poços cadastrados em Indaiabira - MG
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média113,8 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade51 m a 190 m
Nível estático médio8,9 m 17 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,4 m 19 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 96% dos registros
Rocha predominanteFormação Chapada Acauã 65% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Indaiabira 51 m mínimo 104 m mediana 190 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Indaiabira por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 10 · 40% 100-150 m 12 · 48% 150-200 m 3 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Indaiabira 2 1960 3 1980 3 1990 15 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Indaiabira. Valores em poços. Abastecimento urbano 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 23 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Chapada Acauã — 17 poços
  • Grupo Macaúbas — 7 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços

O território e o subsolo de Indaiabira

Indaiabira tem 6.346 habitantes distribuídos em 1.004,1 km², o que dá 6,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salinas, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 475 dos 2.158 domicílios de Indaiabira — 22% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 291 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 803 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Indaiabira

Com base em 70 poços cadastrados num raio de 30 km de Indaiabira - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 8,7 m³/h), sobre 39 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Indaiabira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 70 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
2,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 39 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Indaiabira: 18/100

18 de 100

Confiança: amostra alta70 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 14peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 6peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Indaiabira costumam descer

  • até 50 m 2%1
  • 50 a 100 m 44%29
  • 100 a 150 m 47%31
  • acima de 150 m 8%5

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Chapada Acauã 2,3 m³/h 114 m 3521 com teste
Grupo Macaúbas 4,7 m³/h 90 m 187 com teste
Proterozoico Superior 1,2 m³/h 101 m 64 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8,4 m³/h 190 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m28 poços Formação Chapada Acauã 13 · Grupo Macaúbas 10 · Proterozoico Superior 3
  • 100 a 150 m31 poços Formação Chapada Acauã 22 · Grupo Macaúbas 5 · Proterozoico Superior 3
  • acima de 150 m5 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Grupo Macaúbas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Indaiabira?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Indaiabira.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.