Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Malacacheta - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Malacacheta, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo itabira
  • 21poços cadastrados
  • 113,7 mprofundidade média
  • 114 mprofundidade mediana
  • 13,4 mnível estático médio

Como são os poços em Malacacheta - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Malacacheta - MG. A profundidade média é de 113,7 m e a mediana, 114 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Itabira. No Censo 2022, 1.053 dos 6.424 domicílios do município — 16,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
113,7 m
Profundidade mediana
114 m
Nível estático médio
13,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Itabira
Ante a média do estado
16,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
17.516 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.053 (16,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Malacacheta, com profundidade média de 113,7 m (mediana de 114 m, variando de 36 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itabira, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Malacacheta é 16,9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Malacacheta

Poços cadastrados em Malacacheta - MG
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média113,7 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana114 m
Faixa de profundidade36 m a 180 m
Nível estático médio13,4 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio44 m 13 poços com o dado
Vazão específica média2,5 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itabira 56% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Malacacheta 36 m mínimo 114 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 84 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Malacacheta por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 10% 50-100 m 5 · 24% 100-150 m 11 · 52% 150-200 m 3 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Malacacheta 1 1970 8 1990 2 2000 9 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Malacacheta. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 50% Irrigação 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itabira — 9 poços
  • Complexo Guanhães — 2 poços
  • Formação Salinas — 2 poços
  • Proterozoico Superior — 1 poço
  • Grupo Macaúbas — 1 poço
  • Corpo Granitoides do Orógeno Araçuaí — 1 poço

O território e o subsolo de Malacacheta

Malacacheta tem 17.516 habitantes distribuídos em 727,9 km², o que dá 24,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 1.053 dos 6.424 domicílios de Malacacheta — 16,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 612 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.707 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Malacacheta

Com base em 115 poços cadastrados num raio de 30 km de Malacacheta - MG, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 150 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 4,2 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 10,2 m³/h), sobre 67 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Malacacheta se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 115 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

114 mprofundidade mediana
4,2 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
4,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 67 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Malacacheta: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta115 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 25peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 30peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 17peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Malacacheta costumam descer

  • até 50 m 5%5
  • 50 a 100 m 36%40
  • 100 a 150 m 50%56
  • acima de 150 m 9%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macaúbas 4,3 m³/h 120 m 3826 com teste
Grupo Itabira 2,9 m³/h 89 m 2012 com teste
Proterozoico Superior 3,4 m³/h 120 m 133 com teste
Formação Tumiritinga 12,9 m³/h 102 m 53 com teste
Complexo Guanhães 22,7 m³/h 116 m 42 com teste
Proterozoico Inferior 15,2 m³/h 204 m 41 com teste
Corpo Granitoides do Orógeno Araçuaí 3,8 m³/h 150 m 43 com teste
Formação Salinas 5,8 m³/h 150 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m38 poços Grupo Itabira 13 · Grupo Macaúbas 13 · Proterozoico Superior 6
  • 100 a 150 m52 poços Grupo Macaúbas 25 · Proterozoico Superior 6 · Grupo Itabira 6
  • acima de 150 m7 poços Proterozoico Inferior 4 · Formação Capelinha 1 · Proterozoico Superior 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Malacacheta?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Malacacheta.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.