Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Gurinhatã - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Gurinhatã, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • formação vale do rio do peixe
  • 45poços cadastrados
  • 81 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 23,3 mnível estático médio

Como são os poços em Gurinhatã - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 45 poços em Gurinhatã - MG. A profundidade média é de 81 m e a mediana, 80 m, medida em 27 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Vale do Rio do Peixe. No Censo 2022, 739 dos 2.139 domicílios do município — 34,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
45
Profundidade média
81 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
23,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Vale do Rio do Peixe
Ante a média do estado
15,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
5.192 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
739 (34,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 45 poços em Gurinhatã, com profundidade média de 81 m (mediana de 80 m, variando de 10 m a 238 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Vale do Rio do Peixe, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Gurinhatã é 15,8 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Gurinhatã

Poços cadastrados em Gurinhatã - MG
Poços no cadastro nacional45 poços
Profundidade média81 m 27 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade10 m a 238 m
Nível estático médio23,3 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,7 m 21 poços com o dado
Vazão específica média3,8 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 80% dos registros
Rocha predominanteFormação Vale do Rio do Peixe 67% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 13 poços
Poços com teste de vazão45 de 45
Distribuição das profundidades em Gurinhatã 10 m mínimo 80 m mediana 238 m máximo
Metade dos poços fica entre 55 m e 90 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Gurinhatã por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 15% 50-100 m 19 · 70% 100-150 m 2 · 7% 150-200 m 1 · 4% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Gurinhatã 2 1970 5 1990 3 2000 13 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Gurinhatã. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 11 · 34% Pecuária 9 · 28% Abastecimento doméstico/animal 4 · 13% Abastecimento urbano 3 · 9% Abastecimento doméstico 3 · 9% Irrigação 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 4 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Vale do Rio do Peixe — 4 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Gurinhatã

Gurinhatã tem 5.192 habitantes distribuídos em 1.849,1 km², o que dá 2,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ituiutaba, na região intermediária de Uberlândia.

No Censo 2022, 739 dos 2.139 domicílios de Gurinhatã — 34,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 552 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.028 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Gurinhatã

Com base em 75 poços cadastrados num raio de 30 km de Gurinhatã - MG, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 136 m, com profundidade mediana de 83 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 7,6 m³/h), sobre 29 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Gurinhatã se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 75 poços no raio, contra 45 poços dentro do município.

83 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 29 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Gurinhatã: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta75 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 50peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 89peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Gurinhatã costumam descer

  • até 50 m 10%4
  • 50 a 100 m 71%30
  • 100 a 150 m 14%6
  • acima de 150 m 5%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Gurinhatã?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Gurinhatã.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.