Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Cruz do Escalvado - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Cruz do Escalvado, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • proterozoico inferior
  • 11poços cadastrados
  • 81,2 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 8,3 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Cruz do Escalvado - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Santa Cruz do Escalvado - MG. A profundidade média é de 81,2 m e a mediana, 70 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Proterozoico Inferior. No Censo 2022, 546 dos 1.724 domicílios do município — 31,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
81,2 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
8,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Proterozoico Inferior
Ante a média do estado
15,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
4.673 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
546 (31,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Santa Cruz do Escalvado, com profundidade média de 81,2 m (mediana de 70 m, variando de 60 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Proterozoico Inferior, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Cruz do Escalvado é 15,6 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Santa Cruz do Escalvado

Poços cadastrados em Santa Cruz do Escalvado - MG
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média81,2 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade60 m a 140 m
Nível estático médio8,3 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio32,8 m 10 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteProterozoico Inferior 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Santa Cruz do Escalvado 60 m mínimo 70 m mediana 140 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 85 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Cruz do Escalvado por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 82% 100-150 m 2 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Cruz do Escalvado 2 1970 1 1980 2 1990 3 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Cruz do Escalvado. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 3 · 50% Abastecimento múltiplo 2 · 33% Abastecimento doméstico 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Proterozoico Inferior — 8 poços

O território e o subsolo de Santa Cruz do Escalvado

Santa Cruz do Escalvado tem 4.673 habitantes distribuídos em 258,7 km², o que dá 18,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponte Nova, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 546 dos 1.724 domicílios de Santa Cruz do Escalvado — 31,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 359 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 624 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Cruz do Escalvado

Com base em 150 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Cruz do Escalvado - MG, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 124 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 15,2 m³/h), sobre 107 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Cruz do Escalvado se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 150 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
8,7 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
5,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 107 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Cruz do Escalvado: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta150 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 77peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Cruz do Escalvado costumam descer

  • até 50 m 8%12
  • 50 a 100 m 69%99
  • 100 a 150 m 22%32
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Inferior 9,0 m³/h 72 m 8469 com teste
Complexo Mantiqueira 8,4 m³/h 100 m 1713 com teste
Corpo Rochas Metabásicas 7,8 m³/h 100 m 75 com teste
Aluviões 15,1 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Proterozoico Inferior 6
  • 50 a 100 m81 poços Proterozoico Inferior 63 · Complexo Mantiqueira 9 · Corpo Rochas Metabásicas 5
  • 100 a 150 m28 poços Proterozoico Inferior 15 · Complexo Mantiqueira 8 · Complexo Acaiaca 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Cruz do Escalvado?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Cruz do Escalvado.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.