Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Lagoa da Prata - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lagoa da Prata, Minas Gerais.
- aquífero poroso
- coberturas detrítico-lateríticas
- 15poços cadastrados
- 92,4 mprofundidade média
- 100 mprofundidade mediana
- 16,3 mnível estático médio
Como são os poços em Lagoa da Prata - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Lagoa da Prata - MG. A profundidade média é de 92,4 m e a mediana, 100 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Coberturas Detrítico-Lateríticas. No Censo 2022, 418 dos 18.388 domicílios do município — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 15
- Profundidade média
- 92,4 m
- Profundidade mediana
- 100 m
- Nível estático médio
- 16,3 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Coberturas Detrítico-Lateríticas
- Ante a média do estado
- 4,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 51.412 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 418 (2,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Lagoa da Prata, com profundidade média de 92,4 m (mediana de 100 m, variando de 37 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Coberturas Detrítico-Lateríticas, presente em 100% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Lagoa da Prata é 4,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Lagoa da Prata
| Poços no cadastro nacional | 15 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 92,4 m 13 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 100 m |
| Faixa de profundidade | 37 m a 150 m |
| Nível estático médio | 16,3 m 12 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 32 m 12 poços com o dado |
| Vazão específica média | 2,5 m³/h por metro 11 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Coberturas Detrítico-Lateríticas 100% dos registros |
| Uso mais comum | Outros (lazer,etc.) 5 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 5 poços |
| Poços com teste de vazão | 15 de 15 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 3 poços
Formações geológicas atravessadas
- Coberturas Detrítico-Lateríticas — 3 poços
O território e o subsolo de Lagoa da Prata
Lagoa da Prata tem 51.412 habitantes distribuídos em 440,0 km², o que dá 116,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Divinópolis.
No Censo 2022, 418 dos 18.388 domicílios de Lagoa da Prata — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 325 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 326 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lagoa da Prata, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Lagoa da Prata
Com base em 85 poços cadastrados num raio de 30 km de Lagoa da Prata - MG, 80% deles foram concluídos entre 41 m e 165 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 11,6 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 17,1 m³/h), sobre 58 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lagoa da Prata se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 85 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 58 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Lagoa da Prata: 62/100
Confiança: amostra alta85 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 83peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 85peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Lagoa da Prata costumam descer
- até 50 m 13%10
- 50 a 100 m 35%27
- 100 a 150 m 36%28
- acima de 150 m 16%12
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Subgrupo Paraopeba | 14,5 m³/h | 90 m | 2016 com teste |
| Complexo Divinópolis | 14,8 m³/h | 150 m | 1713 com teste |
| Grupo Bambuí | 10,4 m³/h | 150 m | 53 com teste |
| Coberturas Detrítico-Lateríticas | 9,0 m³/h | 120 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m18 poços Subgrupo Paraopeba 13 · Complexo Divinópolis 1 · Grupo Bambuí 1
- 100 a 150 m20 poços Complexo Divinópolis 8 · Subgrupo Paraopeba 7 · Grupo Bambuí 3
- acima de 150 m9 poços Complexo Divinópolis 7 · Formação Serra Geral 1 · Grupo Bambuí 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Lagoa da Prata?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lagoa da Prata.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.