Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Caeté - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Caeté, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • Atendemos esta cidade
  • 35poços cadastrados
  • 82,7 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 5,9 mnível estático médio

Como são os poços em Caeté - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Caeté - MG. A profundidade média é de 82,7 m e a mediana, 80 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 580 dos 13.577 domicílios do município — 4,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
82,7 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
5,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
14,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
38.776 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
580 (4,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Caeté, com profundidade média de 82,7 m (mediana de 80 m, variando de 38 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Caeté é 14,1 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Caeté

Poços cadastrados em Caeté - MG
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média82,7 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade38 m a 150 m
Nível estático médio5,9 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,1 m 21 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteArqueano 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 8 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Caeté 38 m mínimo 80 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 65 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Caeté por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 17% 50-100 m 18 · 62% 100-150 m 6 · 21%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Caeté 5 1950 2 1970 2 1980 7 1990 3 2000 8 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Caeté. Valores em poços. Abastecimento doméstico 16 · 62% Abastecimento industrial 3 · 12% Outros (lazer,etc.) 3 · 12% Abastecimento urbano 2 · 8% Irrigação 1 · 4% Abastecimento doméstico/animal 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 15 poços

O território e o subsolo de Caeté

Caeté tem 38.776 habitantes distribuídos em 542,5 km², o que dá 71,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 580 dos 13.577 domicílios de Caeté — 4,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 498 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.087 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Caeté, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Caeté

Com base em 364 poços cadastrados num raio de 30 km de Caeté - MG, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 152 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 6,6 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 13,7 m³/h), sobre 196 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Caeté se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 364 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
6,6 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
12,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 196 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Caeté: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta364 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 51peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Caeté costumam descer

  • até 50 m 10%28
  • 50 a 100 m 53%149
  • 100 a 150 m 26%73
  • acima de 150 m 10%29

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 10,5 m³/h 80 m 7450 com teste
Grupo Nova Lima 7,4 m³/h 100 m 2921 com teste
Arqueano 6,3 m³/h 78 m 1511 com teste
Grupo Caraca 65,5 m³/h 237 m 147 com teste
Grupo Itabira 12,0 m³/h 70 m 94 com teste
Complexo Santa Barbara 10,1 m³/h 118 m 65 com teste
Supergrupo Minas 8,1 m³/h 88 m 41 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,4 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m18 poços Complexo Belo Horizonte 8 · Grupo Nova Lima 4 · Arqueano 4
  • 50 a 100 m90 poços Complexo Belo Horizonte 45 · Grupo Nova Lima 11 · Grupo Itabira 8
  • 100 a 150 m43 poços Complexo Belo Horizonte 17 · Grupo Nova Lima 11 · Arqueano 4
  • acima de 150 m25 poços Grupo Caraca 12 · Complexo Belo Horizonte 4 · Grupo Nova Lima 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Caeté?

Esta página é de dados públicos, mas Caeté está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 95 km daqui.

Ver serviços em Caeté

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.