Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Brasilândia de Minas - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Brasilândia de Minas, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 24poços cadastrados
  • 105,8 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 10,9 mnível estático médio

Como são os poços em Brasilândia de Minas - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Brasilândia de Minas - MG. A profundidade média é de 105,8 m e a mediana, 104 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 524 dos 5.255 domicílios do município — 10% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
105,8 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
10,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
15.020 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
524 (10%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Brasilândia de Minas, com profundidade média de 105,8 m (mediana de 104 m, variando de 70 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 88% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Brasilândia de Minas é 9 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Brasilândia de Minas

Poços cadastrados em Brasilândia de Minas - MG
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média105,8 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade70 m a 152 m
Nível estático médio10,9 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio49,8 m 10 poços com o dado
Vazão específica média2,9 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 56% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 88% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 14 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Brasilândia de Minas 70 m mínimo 104 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 136 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Brasilândia de Minas por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 50% 100-150 m 11 · 46% 150-200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Brasilândia de Minas 14 1970 1 1980 2 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Brasilândia de Minas. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 2 · 22% Irrigação 2 · 22% Abastecimento doméstico 2 · 22% Abastecimento doméstico/animal 1 · 11% Pecuária 1 · 11% Abastecimento industrial 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços
  • Carstico — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 14 poços
  • Formação Três Marias — 1 poço
  • Grupo Bambuí — 1 poço

O território e o subsolo de Brasilândia de Minas

Brasilândia de Minas tem 15.020 habitantes distribuídos em 2.509,7 km², o que dá 6,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.

No Censo 2022, 524 dos 5.255 domicílios de Brasilândia de Minas — 10% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 424 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 507 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Brasilândia de Minas

Com base em 36 poços cadastrados num raio de 30 km de Brasilândia de Minas - MG, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 150 m, com profundidade mediana de 101 m. A vazão mediana calculada é de 31,7 m³/h (metade dos poços entre 18,0 m³/h e 49,9 m³/h), sobre 9 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Brasilândia de Minas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 36 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

101 mprofundidade mediana
31,7 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
1,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 9 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Brasilândia de Minas: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra média36 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 9peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 56peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 41peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 82peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Brasilândia de Minas costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 50%15
  • 100 a 150 m 43%13
  • acima de 150 m 7%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 13,0 m³/h 90 m 182 com teste
Formação Três Marias 4,8 m³/h 102 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m13 poços Subgrupo Paraopeba 12 · Formação Três Marias 1
  • 100 a 150 m9 poços Subgrupo Paraopeba 6 · Formação Três Marias 2 · Formação Trapia 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Brasilândia de Minas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Brasilândia de Minas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.