Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ibirité - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibirité, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo belo horizonte
  • 17poços cadastrados
  • 87,4 mprofundidade média
  • 85 mprofundidade mediana
  • 4,9 mnível estático médio

Como são os poços em Ibirité - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 17 poços em Ibirité - MG. A profundidade média é de 87,4 m e a mediana, 85 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Belo Horizonte. No Censo 2022, 174 dos 58.753 domicílios do município — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
17
Profundidade média
87,4 m
Profundidade mediana
85 m
Nível estático médio
4,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Belo Horizonte
Ante a média do estado
9,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
170.537 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
174 (0,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 17 poços em Ibirité, com profundidade média de 87,4 m (mediana de 85 m, variando de 60 m a 160 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Belo Horizonte, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ibirité é 9,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Ibirité

Poços cadastrados em Ibirité - MG
Poços no cadastro nacional17 poços
Profundidade média87,4 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana85 m
Faixa de profundidade60 m a 160 m
Nível estático médio4,9 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio45,5 m 11 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Belo Horizonte 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão17 de 17
Distribuição das profundidades em Ibirité 60 m mínimo 85 m mediana 160 m máximo
Metade dos poços fica entre 62 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ibirité por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 12 · 80% 100-150 m 2 · 13% 150-200 m 1 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ibirité 2 1970 3 1980 4 1990 2 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ibirité. Valores em poços. Abastecimento doméstico 5 · 63% Abastecimento industrial 2 · 25% Outros (lazer,etc.) 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Belo Horizonte — 9 poços

O território e o subsolo de Ibirité

Ibirité tem 170.537 habitantes distribuídos em 72,4 km², o que dá 2.355,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 174 dos 58.753 domicílios de Ibirité — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 121 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 265 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ibirité, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ibirité

Com base em 1.190 poços cadastrados num raio de 30 km de Ibirité - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 152 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 11,1 m³/h), sobre 652 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ibirité se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.190 poços no raio, contra 17 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
42,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 652 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ibirité: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta1.190 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 94peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ibirité costumam descer

  • até 50 m 6%52
  • 50 a 100 m 51%461
  • 100 a 150 m 32%290
  • acima de 150 m 11%97

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 6,4 m³/h 82 m 275178 com teste
Grupo Nova Lima 7,3 m³/h 100 m 7440 com teste
Formação Gandarela 15,0 m³/h 107 m 3025 com teste
Grupo Sabará 10,9 m³/h 78 m 2816 com teste
Grupo Caraca 55,0 m³/h 160 m 2415 com teste
Formação Caue 18,4 m³/h 140 m 2316 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,5 m³/h 107 m 2221 com teste
Complexo Bonfim 3,8 m³/h 82 m 129 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m39 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Grupo Nova Lima 10 · Complexo Bonfim 1
  • 50 a 100 m265 poços Complexo Belo Horizonte 161 · Grupo Nova Lima 31 · Grupo Sabará 23
  • 100 a 150 m147 poços Complexo Belo Horizonte 66 · Grupo Nova Lima 27 · Formação Gandarela 14
  • acima de 150 m64 poços Complexo Belo Horizonte 25 · Grupo Caraca 14 · Formação Caue 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ibirité?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibirité.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.