Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Água Comprida - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Água Comprida, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo bauru
  • 7poços cadastrados
  • 104,6 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 26 mnível estático médio

Como são os poços em Água Comprida - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Água Comprida - MG. A profundidade média é de 104,6 m e a mediana, 100 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 219 dos 822 domicílios do município — 26,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
104,6 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
26 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
7,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
2.108 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
219 (26,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Água Comprida, com profundidade média de 104,6 m (mediana de 100 m, variando de 70 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Água Comprida é 7,8 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Água Comprida

Poços cadastrados em Água Comprida - MG
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média104,6 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade70 m a 150 m
Nível estático médio26 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,9 m 6 poços com o dado
Vazão específica média3,6 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 3 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Água Comprida 70 m mínimo 100 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 79 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Água Comprida por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 57% 100-150 m 3 · 43%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Água Comprida 1 1970 1 1980 1 1990 3 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Água Comprida. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 4 · 80% Abastecimento doméstico 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 2 poços

O território e o subsolo de Água Comprida

Água Comprida tem 2.108 habitantes distribuídos em 492,2 km², o que dá 4,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uberaba.

No Censo 2022, 219 dos 822 domicílios de Água Comprida — 26,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 206 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 216 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Água Comprida

Com base em 106 poços cadastrados num raio de 30 km de Água Comprida - MG, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 219 m, com profundidade mediana de 117 m. A vazão mediana calculada é de 12,5 m³/h (metade dos poços entre 7,2 m³/h e 25,4 m³/h), sobre 52 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Água Comprida se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 106 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

117 mprofundidade mediana
12,5 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
3,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 52 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Água Comprida: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta106 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 87peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 27peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 44peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Água Comprida costumam descer

  • até 50 m 8%7
  • 50 a 100 m 38%32
  • 100 a 150 m 24%20
  • acima de 150 m 31%26

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 25,0 m³/h 150 m 2213 com teste
Grupo Bauru 12,6 m³/h 85 m 1010 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m17 poços Grupo Bauru 8 · Formação Serra Geral 7 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 100 a 150 m9 poços Formação Serra Geral 6 · Grupo Bauru 2 · Formação Uberaba 1
  • acima de 150 m9 poços Formação Serra Geral 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Água Comprida?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Água Comprida.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.