Goiás · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Rio Verde - GO: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Verde, Goiás.
- aquífero fissural
- formação serra geral
- 574poços cadastrados
- 111,3 mprofundidade média
- 100 mprofundidade mediana
- 22,5 mnível estático médio
Como são os poços em Rio Verde - GO?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 574 poços em Rio Verde - GO. A profundidade média é de 111,3 m e a mediana, 100 m, medida em 574 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 8.662 dos 80.451 domicílios do município — 10,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 574
- Profundidade média
- 111,3 m
- Profundidade mediana
- 100 m
- Nível estático médio
- 22,5 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Serra Geral
- Ante a média do estado
- 11,4 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
- População (Censo 2022)
- 225.696 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 8.662 (10,8%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 574 poços em Rio Verde, com profundidade média de 111,3 m (mediana de 100 m, variando de 10 m a 600 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 43% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Verde é 11,4 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).
Números do cadastro em Rio Verde
| Poços no cadastro nacional | 574 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 111,3 m 574 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 100 m |
| Faixa de profundidade | 10 m a 600 m |
| Nível estático médio | 22,5 m 501 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 65 m 500 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,6 m³/h por metro 500 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 71% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra Geral 43% dos registros |
| Uso mais comum | Pecuária 143 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 278 poços |
| Poços com teste de vazão | 574 de 574 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 197 poços
- Poroso — 81 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra Geral — 207 poços
- Grupo Bauru — 150 poços
- Quaternário — 86 poços
- Formação Vale do Rio do Peixe — 18 poços
- Formação Botucatu — 11 poços
- Terciário-Quaternário — 9 poços
O território e o subsolo de Rio Verde
Rio Verde tem 225.696 habitantes distribuídos em 8.374,3 km², o que dá 27,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio Verde.
No Censo 2022, 8.662 dos 80.451 domicílios de Rio Verde — 10,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 7.161 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 6.992 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Rio Verde
Com base em 461 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Verde - GO, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 186 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 14,7 m³/h), sobre 391 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Verde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 461 poços no raio, contra 574 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 391 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Rio Verde: 59/100
Confiança: amostra alta461 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 69peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 70peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Rio Verde costumam descer
- até 50 m 16%75
- 50 a 100 m 41%190
- 100 a 150 m 29%135
- acima de 150 m 13%61
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Quaternário | 7,0 m³/h | 83 m | 8280 com teste |
| Grupo Bauru | 7,9 m³/h | 102 m | 7776 com teste |
| Formação Serra Geral | 9,9 m³/h | 117 m | 5654 com teste |
| Terciário-Quaternário | 13,1 m³/h | 100 m | 66 com teste |
| Formação Vale do Rio do Peixe | 5,6 m³/h | 109 m | 66 com teste |
| Formação Diamantino | 10,0 m³/h | 117 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m15 poços Quaternário 9 · Grupo Bauru 4 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
- 50 a 100 m97 poços Quaternário 42 · Grupo Bauru 29 · Formação Serra Geral 17
- 100 a 150 m79 poços Grupo Bauru 29 · Formação Serra Geral 22 · Quaternário 18
- acima de 150 m45 poços Formação Serra Geral 16 · Grupo Bauru 15 · Quaternário 13
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Rio Verde?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio Verde.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Rio Verde
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Goiás · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.