Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Planaltina - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Planaltina, Goiás.

  • aquífero fissural
  • grupo paranoá
  • 48poços cadastrados
  • 109,8 mprofundidade média
  • 106 mprofundidade mediana
  • 28,3 mnível estático médio

Como são os poços em Planaltina - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 48 poços em Planaltina - GO. A profundidade média é de 109,8 m e a mediana, 106 m, medida em 45 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Paranoá. No Censo 2022, 3.059 dos 35.183 domicílios do município — 8,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
48
Profundidade média
109,8 m
Profundidade mediana
106 m
Nível estático médio
28,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Paranoá
Ante a média do estado
9,9 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
105.031 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.059 (8,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 48 poços em Planaltina, com profundidade média de 109,8 m (mediana de 106 m, variando de 30 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Paranoá, presente em 82% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Planaltina é 9,9 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Planaltina

Poços cadastrados em Planaltina - GO
Poços no cadastro nacional48 poços
Profundidade média109,8 m 45 poços com o dado
Profundidade mediana106 m
Faixa de profundidade30 m a 300 m
Nível estático médio28,3 m 28 poços com o dado
Nível dinâmico médio62,9 m 30 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 29 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Paranoá 82% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 17 poços
Poços com teste de vazão48 de 48
Distribuição das profundidades em Planaltina 30 m mínimo 106 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Planaltina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 7% 50-100 m 17 · 38% 100-150 m 20 · 44% 150-200 m 4 · 9% acima de 200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Planaltina 12 1990 8 2000 17 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Planaltina. Valores em poços. Abastecimento doméstico 15 · 38% Sem uso 8 · 20% Abastecimento urbano 7 · 18% Abastecimento múltiplo 5 · 13% Abastecimento industrial 3 · 8% Abastecimento doméstico/animal 2 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Paranoá — 14 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 1 poço

O território e o subsolo de Planaltina

Planaltina tem 105.031 habitantes distribuídos em 2.558,9 km², o que dá 41,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Águas Lindas de Goiás, na região intermediária de Luziânia - Águas Lindas de Goiás.

No Censo 2022, 3.059 dos 35.183 domicílios de Planaltina — 8,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.992 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.676 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Planaltina

Com base em 69 poços cadastrados num raio de 30 km de Planaltina - GO, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 183 m, com profundidade mediana de 116 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 13,5 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Planaltina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 69 poços no raio, contra 48 poços dentro do município.

116 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
2,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Planaltina: 35/100

35 de 100

Confiança: amostra alta69 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 27peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Planaltina costumam descer

  • até 50 m 6%4
  • 50 a 100 m 33%22
  • 100 a 150 m 39%26
  • acima de 150 m 21%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Paranoá 11,8 m³/h 143 m 1814 com teste
Grupo Bambuí 17,9 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m5 poços Grupo Paranoá 3 · Corpo Cristalino 1 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1
  • 100 a 150 m12 poços Grupo Paranoá 9 · Grupo Bambuí 2 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m7 poços Grupo Paranoá 5 · Formação Serra da Saudade 1 · Grupo Bambuí 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Planaltina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Planaltina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.