Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Maurilândia - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Maurilândia, Goiás.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 12poços cadastrados
  • 109,8 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 13,8 mnível estático médio

Como são os poços em Maurilândia - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Maurilândia - GO. A profundidade média é de 109,8 m e a mediana, 120 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 213 dos 3.772 domicílios do município — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
109,8 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
13,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
9,9 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
10.304 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
213 (5,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Maurilândia, com profundidade média de 109,8 m (mediana de 120 m, variando de 80 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Maurilândia é 9,9 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Maurilândia

Poços cadastrados em Maurilândia - GO
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média109,8 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade80 m a 140 m
Nível estático médio13,8 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,7 m 12 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 86% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 8 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Maurilândia 80 m mínimo 120 m mediana 140 m máximo
Metade dos poços fica entre 91 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Maurilândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 42% 100-150 m 7 · 58%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Maurilândia 1 1990 3 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Maurilândia. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 5 · 45% Pecuária 3 · 27% Irrigação 1 · 9% Abastecimento doméstico/animal 1 · 9% Doméstico/irrigação/animal 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 6 poços
  • Grupo Bauru — 3 poços

O território e o subsolo de Maurilândia

Maurilândia tem 10.304 habitantes distribuídos em 390,0 km², o que dá 26,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio Verde.

No Censo 2022, 213 dos 3.772 domicílios de Maurilândia — 5,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 179 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 190 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Maurilândia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Maurilândia

Com base em 27 poços cadastrados num raio de 30 km de Maurilândia - GO, 80% deles foram concluídos entre 73 m e 167 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,6 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 8,6 m³/h), sobre 25 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Maurilândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 27 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,6 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
1,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 25 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Maurilândia: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra média27 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 53peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 7peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 100peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Maurilândia costumam descer

  • até 50 m 4%1
  • 50 a 100 m 59%16
  • 100 a 150 m 26%7
  • acima de 150 m 11%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 6,9 m³/h 120 m 77 com teste
Formação Serra Geral 7,5 m³/h 116 m 66 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m5 poços Grupo Bauru 3 · Formação Serra Geral 2
  • 100 a 150 m6 poços Formação Serra Geral 4 · Grupo Bauru 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Maurilândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Maurilândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.