Espírito Santo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Montanha - ES: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Montanha, Espírito Santo.
- aquífero fissural
- grupo barreiras
- 32poços cadastrados
- 88,6 mprofundidade média
- 80 mprofundidade mediana
- 7,4 mnível estático médio
Como são os poços em Montanha - ES?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 32 poços em Montanha - ES. A profundidade média é de 88,6 m e a mediana, 80 m, medida em 26 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 1.514 dos 7.017 domicílios do município — 21,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 32
- Profundidade média
- 88,6 m
- Profundidade mediana
- 80 m
- Nível estático médio
- 7,4 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Grupo Barreiras
- Ante a média do estado
- 6,3 m mais fundo que a média de Espírito Santo (82,3 m)
- População (Censo 2022)
- 18.900 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.514 (21,6%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 32 poços em Montanha, com profundidade média de 88,6 m (mediana de 80 m, variando de 45 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 40% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Montanha é 6,3 m mais fundo que a média de Espírito Santo (82,3 m).
Números do cadastro em Montanha
| Poços no cadastro nacional | 32 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 88,6 m 26 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 80 m |
| Faixa de profundidade | 45 m a 150 m |
| Nível estático médio | 7,4 m 16 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 37,4 m 19 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,6 m³/h por metro 19 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 56% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Barreiras 40% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 6 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 14 poços |
| Poços com teste de vazão | 32 de 32 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 14 poços
- Poroso — 11 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Barreiras — 10 poços
- Proterozoico Superior — 8 poços
- Complexo Barbacena — 7 poços
O território e o subsolo de Montanha
Montanha tem 18.900 habitantes distribuídos em 1.099,1 km², o que dá 17,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Mateus.
No Censo 2022, 1.514 dos 7.017 domicílios de Montanha — 21,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 558 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.435 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Espírito Santo tem cristalino na maior parte do território e uma faixa costeira de tabuleiros do Grupo Barreiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Barreiras, aluviões do rio Doce, embasamento cristalino. No tabuleiro, poço raso e regular; no interior montanhoso, poço de fratura com resultado variável de terreno para terreno.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Montanha
Com base em 73 poços cadastrados num raio de 30 km de Montanha - ES, 80% deles foram concluídos entre 58 m e 105 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 6,4 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 14,4 m³/h), sobre 30 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (59% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Montanha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 73 poços no raio, contra 32 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 30 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Montanha: 39/100
Confiança: amostra alta73 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 42peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 17peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Montanha costumam descer
- até 50 m 10%6
- 50 a 100 m 76%45
- 100 a 150 m 14%8
- acima de 150 m 0%0
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Barreiras | 6,1 m³/h | 71 m | 3015 com teste |
| Proterozoico Superior | 9,2 m³/h | 72 m | 178 com teste |
| Complexo Barbacena | 2,8 m³/h | 108 m | 75 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m5 poços Grupo Barreiras 1 · Proterozoico Superior 1 · Eluvião 1
- 50 a 100 m44 poços Grupo Barreiras 28 · Proterozoico Superior 14 · Complexo Barbacena 2
- 100 a 150 m8 poços Complexo Barbacena 5 · Proterozoico Superior 2 · Grupo Barreiras 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Montanha?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Montanha.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Montanha
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Espírito Santo com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.