Espírito Santo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaguaré - ES: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaguaré, Espírito Santo.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 50poços cadastrados
  • 88,8 mprofundidade média
  • 74 mprofundidade mediana
  • 12,2 mnível estático médio

Como são os poços em Jaguaré - ES?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 50 poços em Jaguaré - ES. A profundidade média é de 88,8 m e a mediana, 74 m, medida em 38 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 2.975 dos 10.251 domicílios do município — 29% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
50
Profundidade média
88,8 m
Profundidade mediana
74 m
Nível estático médio
12,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
6,5 m mais fundo que a média de Espírito Santo (82,3 m)
População (Censo 2022)
28.931 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.975 (29%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 50 poços em Jaguaré, com profundidade média de 88,8 m (mediana de 74 m, variando de 30 m a 186 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 84% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaguaré é 6,5 m mais fundo que a média de Espírito Santo (82,3 m).

Números do cadastro em Jaguaré

Poços cadastrados em Jaguaré - ES
Poços no cadastro nacional50 poços
Profundidade média88,8 m 38 poços com o dado
Profundidade mediana74 m
Faixa de profundidade30 m a 186 m
Nível estático médio12,2 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,6 m 14 poços com o dado
Vazão específica média1,8 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 97% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 84% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 27 poços
Poços com teste de vazão50 de 50
Distribuição das profundidades em Jaguaré 30 m mínimo 74 m mediana 186 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaguaré por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 26% 50-100 m 14 · 37% 100-150 m 10 · 26% 150-200 m 4 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaguaré 27 1990 5 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaguaré. Valores em poços. Abastecimento doméstico 13 · 41% Abastecimento doméstico/irrig. 7 · 22% Abastecimento industrial 7 · 22% Irrigação 3 · 9% Pecuária 1 · 3% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 31 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 31 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 4 poços
  • Proterozoico Superior — 1 poço
  • Depósitos Colúvio-Eluvionares — 1 poço

O território e o subsolo de Jaguaré

Jaguaré tem 28.931 habitantes distribuídos em 659,8 km², o que dá 43,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Mateus.

No Censo 2022, 2.975 dos 10.251 domicílios de Jaguaré — 29% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.013 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.821 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Espírito Santo tem cristalino na maior parte do território e uma faixa costeira de tabuleiros do Grupo Barreiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Barreiras, aluviões do rio Doce, embasamento cristalino. No tabuleiro, poço raso e regular; no interior montanhoso, poço de fratura com resultado variável de terreno para terreno.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaguaré

Com base em 188 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaguaré - ES, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 136 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 21,0 m³/h), sobre 39 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaguaré se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 188 poços no raio, contra 50 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
6,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 39 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaguaré: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta188 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 43peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaguaré costumam descer

  • até 50 m 25%33
  • 50 a 100 m 38%50
  • 100 a 150 m 29%38
  • acima de 150 m 7%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 8,6 m³/h 84 m 11433 com teste
Grupo Barreira Indiviso 22,6 m³/h 153 m 44 com teste
Coluvião sem teste 65 m 4
Complexo Paraíba do Sul sem teste 40 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m33 poços Grupo Barreiras 29 · Complexo Paraíba do Sul 2 · Proterozoico Superior 1
  • 50 a 100 m50 poços Grupo Barreiras 45 · Coluvião 2 · Depósitos Colúvio-Eluvionares 1
  • 100 a 150 m38 poços Grupo Barreiras 34 · Grupo Barreira Indiviso 2 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1
  • acima de 150 m8 poços Grupo Barreiras 6 · Grupo Barreira Indiviso 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaguaré?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaguaré.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.