Espírito Santo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Marilândia - ES: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Marilândia, Espírito Santo.
- aquífero fissural
- complexo paraíba do sul
- 27poços cadastrados
- 89,3 mprofundidade média
- 100 mprofundidade mediana
- 4,5 mnível estático médio
Como são os poços em Marilândia - ES?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 27 poços em Marilândia - ES. A profundidade média é de 89,3 m e a mediana, 100 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Paraíba do Sul. No Censo 2022, 1.433 dos 4.709 domicílios do município — 30,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 27
- Profundidade média
- 89,3 m
- Profundidade mediana
- 100 m
- Nível estático médio
- 4,5 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Paraíba do Sul
- Ante a média do estado
- 7 m mais fundo que a média de Espírito Santo (82,3 m)
- População (Censo 2022)
- 12.387 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.433 (30,4%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 27 poços em Marilândia, com profundidade média de 89,3 m (mediana de 100 m, variando de 60 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Paraíba do Sul, presente em 100% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Marilândia é 7 m mais fundo que a média de Espírito Santo (82,3 m).
Números do cadastro em Marilândia
| Poços no cadastro nacional | 27 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 89,3 m 22 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 100 m |
| Faixa de profundidade | 60 m a 120 m |
| Nível estático médio | 4,5 m 15 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 50,4 m 16 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,2 m³/h por metro 16 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Paraíba do Sul 100% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 4 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1990 20 poços |
| Poços com teste de vazão | 27 de 27 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 22 poços
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Paraíba do Sul — 22 poços
O território e o subsolo de Marilândia
Marilândia tem 12.387 habitantes distribuídos em 327,6 km², o que dá 37,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Colatina.
No Censo 2022, 1.433 dos 4.709 domicílios de Marilândia — 30,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.160 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.598 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Espírito Santo tem cristalino na maior parte do território e uma faixa costeira de tabuleiros do Grupo Barreiras. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Barreiras, aluviões do rio Doce, embasamento cristalino. No tabuleiro, poço raso e regular; no interior montanhoso, poço de fratura com resultado variável de terreno para terreno.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Marilândia
Com base em 91 poços cadastrados num raio de 30 km de Marilândia - ES, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 110 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 4,6 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 12,0 m³/h), sobre 38 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Marilândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 91 poços no raio, contra 27 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 38 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Marilândia: 37/100
Confiança: amostra alta91 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 28peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 25peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 13peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Marilândia costumam descer
- até 50 m 3%2
- 50 a 100 m 79%60
- 100 a 150 m 18%14
- acima de 150 m 0%0
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Complexo Paraíba do Sul | 4,3 m³/h | 100 m | 6131 com teste |
| Proterozoico Superior | 4,1 m³/h | 85 m | 63 com teste |
| Aluviões | 20,0 m³/h | 50 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m57 poços Complexo Paraíba do Sul 50 · Proterozoico Superior 5 · Aluviões 1
- 100 a 150 m12 poços Complexo Paraíba do Sul 11 · Proterozoico Superior 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Marilândia?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Marilândia.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Marilândia
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
Municípios de Espírito Santo com profundidade parecida
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.