Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Brígida - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Brígida, Bahia.

  • aquífero poroso
  • formação tacaratu
  • 112poços cadastrados
  • 106 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 23,8 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Brígida - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 112 poços em Santa Brígida - BA. A profundidade média é de 106 m e a mediana, 90 m, medida em 106 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Tacaratu. No Censo 2022, 1.265 dos 5.246 domicílios do município — 24,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
112
Profundidade média
106 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
23,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Tacaratu
Ante a média do estado
6,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
14.965 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.265 (24,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 112 poços em Santa Brígida, com profundidade média de 106 m (mediana de 90 m, variando de 35 m a 284,2 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Tacaratu, presente em 31% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Brígida é 6,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Santa Brígida

Poços cadastrados em Santa Brígida - BA
Poços no cadastro nacional112 poços
Profundidade média106 m 106 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade35 m a 284,2 m
Nível estático médio23,8 m 74 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,6 m 51 poços com o dado
Vazão específica média1,3 m³/h por metro 35 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 61% dos registros
Rocha predominanteFormação Tacaratu 31% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 26 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 45 poços
Poços com teste de vazão112 de 112
Distribuição das profundidades em Santa Brígida 35 m mínimo 90 m mediana 284,2 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 126 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Brígida por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 3% 50-100 m 56 · 53% 100-150 m 34 · 32% 150-200 m 9 · 8% acima de 200 m 4 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Brígida 3 1970 13 1980 45 1990 20 2000 22 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Brígida. Valores em poços. Abastecimento urbano 26 · 44% Abastecimento doméstico/animal 23 · 39% Pecuária 8 · 14% Abastecimento doméstico 2 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 25 poços
  • Fissural — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Tacaratu — 9 poços
  • Corpo Cristalino — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 4 poços
  • Formação Candeias — 4 poços
  • Formação Sergi — 4 poços
  • Formação Aliança — 3 poços

O território e o subsolo de Santa Brígida

Santa Brígida tem 14.965 habitantes distribuídos em 934,5 km², o que dá 16,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Paulo Afonso.

No Censo 2022, 1.265 dos 5.246 domicílios de Santa Brígida — 24,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.263 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.448 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Brígida

Com base em 238 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Brígida - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 155 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,1 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 9,8 m³/h), sobre 76 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Brígida se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 238 poços no raio, contra 112 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,1 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
8,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 76 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Brígida: 37/100

37 de 100

Confiança: amostra alta238 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 32peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 16peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 51peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Brígida costumam descer

  • até 50 m 5%11
  • 50 a 100 m 55%116
  • 100 a 150 m 28%58
  • acima de 150 m 12%25

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Tacaratu 15,5 m³/h 84 m 101 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7,6 m³/h 101 m 61 com teste
Corpo Cristalino 14,5 m³/h 141 m 62 com teste
Eluvião 2,0 m³/h 102 m 41 com teste
Formação Candeias sem teste 212 m 4
Proterozoico Superior sem teste 60 m 4
Quaternário sem teste 60 m 3
Grupo Macururé sem teste 80 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Quaternário 1 · Formação Tacaratu 1 · Proterozoico Superior 1
  • 50 a 100 m26 poços Formação Tacaratu 7 · Grupo Macururé 3 · Proterozoico Superior 3
  • 100 a 150 m10 poços Corpo Cristalino 3 · Eluvião 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • acima de 150 m12 poços Formação Candeias 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Formação Marizal 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Brígida?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Brígida.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.