Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salvador - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salvador, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 111poços cadastrados
  • 73,6 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 7,9 mnível estático médio

Como são os poços em Salvador - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 111 poços em Salvador - BA. A profundidade média é de 73,6 m e a mediana, 70 m, medida em 105 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 3.188 dos 958.575 domicílios do município — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
111
Profundidade média
73,6 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
7,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
26,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
2.417.678 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.188 (0,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 111 poços em Salvador, com profundidade média de 73,6 m (mediana de 70 m, variando de 8,5 m a 167 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salvador é 26,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Salvador

Poços cadastrados em Salvador - BA
Poços no cadastro nacional111 poços
Profundidade média73,6 m 105 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade8,5 m a 167 m
Nível estático médio7,9 m 62 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,1 m 62 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 37 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 77% dos registros
Rocha predominanteArqueano 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 24 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 21 poços
Poços com teste de vazão111 de 111
Distribuição das profundidades em Salvador 8,5 m mínimo 70 m mediana 167 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salvador por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 35 · 33% 50-100 m 44 · 42% 100-150 m 22 · 21% 150-200 m 4 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Salvador 4 1940 2 1950 2 1960 17 1970 16 1980 21 1990 13 2000 12 2010 14 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Salvador. Valores em poços. Abastecimento urbano 24 · 40% Outros (lazer,etc.) 18 · 30% Abastecimento industrial 10 · 17% Abastecimento doméstico 7 · 12% Abastecimento múltiplo 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 56 poços
  • Poroso — 17 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 34 poços
  • Corpo Cristalino — 12 poços
  • Eluvião — 9 poços
  • Complexo Granulítico — 9 poços
  • Quaternário — 7 poços
  • Grupo Barreiras — 7 poços

O território e o subsolo de Salvador

Salvador tem 2.417.678 habitantes distribuídos em 693,4 km², o que dá 3.486,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salvador.

No Censo 2022, 3.188 dos 958.575 domicílios de Salvador — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.948 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.550 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Salvador, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salvador

Com base em 423 poços cadastrados num raio de 30 km de Salvador - BA, 80% deles foram concluídos entre 23 m e 375 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 17,7 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 131,1 m³/h), sobre 182 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salvador se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 423 poços no raio, contra 111 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
17,7 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
15,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 182 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salvador: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta423 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 95peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 51peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 0peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salvador costumam descer

  • até 50 m 29%119
  • 50 a 100 m 24%97
  • 100 a 150 m 13%54
  • acima de 150 m 33%135

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 163,5 m³/h 262 m 8251 com teste
Quaternário 5,4 m³/h 118 m 7622 com teste
Eluvião 7,6 m³/h 60 m 3016 com teste
Grupo Ilhas 14,0 m³/h 25 m 283 com teste
Arqueano 3,9 m³/h 70 m 2412 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1,9 m³/h 42 m 215 com teste
Corpo Cristalino 0,6 m³/h 42 m 202 com teste
Grupo Barreiras 3,2 m³/h 42 m 134 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m111 poços Quaternário 26 · Grupo Ilhas 22 · Corpo Cristalino 14
  • 50 a 100 m80 poços Eluvião 17 · Arqueano 14 · Quaternário 12
  • 100 a 150 m27 poços Grupo São Sebastião 14 · Quaternário 6 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • acima de 150 m99 poços Grupo São Sebastião 53 · Quaternário 32 · Eluvião 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salvador?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salvador.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.