Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salinas da Margarida - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salinas da Margarida, Bahia.

  • aquífero poroso
  • eluvião
  • 5poços cadastrados
  • 76 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 12,2 mnível estático médio

Como são os poços em Salinas da Margarida - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Salinas da Margarida - BA. A profundidade média é de 76 m e a mediana, 60 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Eluvião. No Censo 2022, 31 dos 5.330 domicílios do município — 0,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
76 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
12,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Eluvião
Ante a média do estado
23,7 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
14.987 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
31 (0,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Salinas da Margarida, com profundidade média de 76 m (mediana de 60 m, variando de 42 m a 159 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Eluvião, presente em 33% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salinas da Margarida é 23,7 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Salinas da Margarida

Poços cadastrados em Salinas da Margarida - BA
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média76 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade42 m a 159 m
Nível estático médio12,2 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,2 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteEluvião 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 4 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Salinas da Margarida 42 m mínimo 60 m mediana 159 m máximo
Metade dos poços fica entre 55 m e 64 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salinas da Margarida por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 20% 50-100 m 3 · 60% 150-200 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Salinas da Margarida 4 1970 1 1990
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Salinas da Margarida. Valores em poços. Abastecimento urbano 4 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Eluvião — 4 poços
  • Formação Sergi — 3 poços
  • Grupo Ilhas — 3 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Salinas da Margarida

Salinas da Margarida tem 14.987 habitantes distribuídos em 150,6 km², o que dá 99,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Nazaré – Maragogipe, na região intermediária de Santo Antônio de Jesus.

No Censo 2022, 31 dos 5.330 domicílios de Salinas da Margarida — 0,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 31 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 82 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Salinas da Margarida, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salinas da Margarida

Com base em 127 poços cadastrados num raio de 30 km de Salinas da Margarida - BA, 80% deles foram concluídos entre 21 m e 195 m, com profundidade mediana de 52 m. A vazão mediana calculada é de 5,3 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 9,4 m³/h), sobre 52 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salinas da Margarida se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 127 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

52 mprofundidade mediana
5,3 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
4,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 52 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salinas da Margarida: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta127 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 33peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 33peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 84peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 66peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salinas da Margarida costumam descer

  • até 50 m 48%59
  • 50 a 100 m 23%28
  • 100 a 150 m 12%15
  • acima de 150 m 16%20

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 4,4 m³/h 48 m 3716 com teste
Grupo Ilhas 3,5 m³/h 23 m 232 com teste
Formação Sergi 11,9 m³/h 181 m 118 com teste
Eluvião 5,3 m³/h 50 m 83 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,0 m³/h 30 m 74 com teste
Cretáceo 5,0 m³/h 30 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m58 poços Quaternário 21 · Grupo Ilhas 21 · Eluvião 5
  • 50 a 100 m23 poços Quaternário 15 · Eluvião 3 · Formação Itaparica 1
  • 100 a 150 m4 poços Formação Sergi 4
  • acima de 150 m11 poços Formação Sergi 7 · Quaternário 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salinas da Margarida?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salinas da Margarida.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.