Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palmeiras - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palmeiras, Bahia.

  • aquífero fissural
  • formação tombador indivisa
  • 38poços cadastrados
  • 109,6 mprofundidade média
  • 115 mprofundidade mediana
  • 12,1 mnível estático médio

Como são os poços em Palmeiras - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 38 poços em Palmeiras - BA. A profundidade média é de 109,6 m e a mediana, 115 m, medida em 38 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Tombador Indivisa. No Censo 2022, 811 dos 3.592 domicílios do município — 22,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
38
Profundidade média
109,6 m
Profundidade mediana
115 m
Nível estático médio
12,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Tombador Indivisa
Ante a média do estado
9,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
10.339 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
811 (22,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 38 poços em Palmeiras, com profundidade média de 109,6 m (mediana de 115 m, variando de 36 m a 192 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Tombador Indivisa, presente em 24% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palmeiras é 9,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Palmeiras

Poços cadastrados em Palmeiras - BA
Poços no cadastro nacional38 poços
Profundidade média109,6 m 38 poços com o dado
Profundidade mediana115 m
Faixa de profundidade36 m a 192 m
Nível estático médio12,1 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio45,5 m 29 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 21 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 80% dos registros
Rocha predominanteFormação Tombador Indivisa 24% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 12 poços
Poços com teste de vazão38 de 38
Distribuição das profundidades em Palmeiras 36 m mínimo 115 m mediana 192 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 144 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palmeiras por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 5% 50-100 m 15 · 39% 100-150 m 18 · 47% 150-200 m 3 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palmeiras 6 1980 7 1990 8 2000 12 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palmeiras. Valores em poços. Abastecimento urbano 10 · 91% Abastecimento doméstico 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 20 poços
  • Carstico — 4 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Tombador Indivisa — 4 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Grupo Paraguaçu — 3 poços
  • Proterozoico Médio — 3 poços
  • Formação Salitre — 2 poços
  • Grupo Bambuí — 2 poços

O território e o subsolo de Palmeiras

Palmeiras tem 10.339 habitantes distribuídos em 737,5 km², o que dá 14,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Seabra, na região intermediária de Feira de Santana.

No Censo 2022, 811 dos 3.592 domicílios de Palmeiras — 22,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 799 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 905 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palmeiras

Com base em 219 poços cadastrados num raio de 30 km de Palmeiras - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 152 m, com profundidade mediana de 109 m. A vazão mediana calculada é de 9,7 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 18,2 m³/h), sobre 114 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palmeiras se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 219 poços no raio, contra 38 poços dentro do município.

109 mprofundidade mediana
9,7 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
7,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 114 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palmeiras: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta219 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 72peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 33peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palmeiras costumam descer

  • até 50 m 4%9
  • 50 a 100 m 42%87
  • 100 a 150 m 44%91
  • acima de 150 m 10%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário sem teste 80 m 24
Formação Salitre 9,3 m³/h 108 m 194 com teste
Grupo Paraguaçu 3,9 m³/h 70 m 136 com teste
Corpo Cristalino 14,8 m³/h 112 m 116 com teste
Formação Tombador Indivisa 12,0 m³/h 70 m 99 com teste
Formação Mangabeira-Lagoa de Dentro 22,9 m³/h 150 m 98 com teste
Proterozoico Médio 12,7 m³/h 125 m 86 com teste
Eluvião 6,6 m³/h 80 m 73 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Quaternário 3 · Corpo Cristalino 1 · Grupo Chapada Diamantina 1
  • 50 a 100 m61 poços Quaternário 16 · Grupo Paraguaçu 10 · Formação Salitre 8
  • 100 a 150 m47 poços Corpo Cristalino 8 · Formação Mangabeira-Lagoa de Dentro 6 · Formação Salitre 6
  • acima de 150 m13 poços Formação Salitre 4 · Proterozoico Médio 3 · Formação Mangabeira-Lagoa de Dentro 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palmeiras?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palmeiras.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.