Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paratinga - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paratinga, Bahia.

  • aquífero fissural
  • grupo santo onofre
  • 153poços cadastrados
  • 95,6 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 15,7 mnível estático médio

Como são os poços em Paratinga - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 153 poços em Paratinga - BA. A profundidade média é de 95,6 m e a mediana, 90 m, medida em 135 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Santo Onofre. No Censo 2022, 3.153 dos 9.008 domicílios do município — 35% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
153
Profundidade média
95,6 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
15,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Santo Onofre
Ante a média do estado
4,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
29.252 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.153 (35%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 153 poços em Paratinga, com profundidade média de 95,6 m (mediana de 90 m, variando de 17 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Santo Onofre, presente em 39% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paratinga é 4,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Paratinga

Poços cadastrados em Paratinga - BA
Poços no cadastro nacional153 poços
Profundidade média95,6 m 135 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade17 m a 180 m
Nível estático médio15,7 m 104 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,6 m 104 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 62 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 92% dos registros
Rocha predominanteGrupo Santo Onofre 39% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 53 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 50 poços
Poços com teste de vazão153 de 153
Distribuição das profundidades em Paratinga 17 m mínimo 90 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paratinga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 5% 50-100 m 77 · 57% 100-150 m 47 · 35% 150-200 m 4 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paratinga 21 1980 30 1990 32 2000 50 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paratinga. Valores em poços. Abastecimento urbano 53 · 80% Abastecimento múltiplo 6 · 9% Doméstico/irrigação/animal 5 · 8% Abastecimento doméstico 1 · 2% Abastecimento doméstico/animal 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 78 poços
  • Poroso — 6 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Santo Onofre — 27 poços
  • Arqueano — 15 poços
  • Terciário-Quaternário — 14 poços
  • Corpo Cristalino — 10 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços
  • Alcalinas Seis Lagos — 1 poço

O território e o subsolo de Paratinga

Paratinga tem 29.252 habitantes distribuídos em 2.625,0 km², o que dá 11,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bom Jesus da Lapa, na região intermediária de Guanambi.

No Censo 2022, 3.153 dos 9.008 domicílios de Paratinga — 35% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.968 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.806 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paratinga

Com base em 151 poços cadastrados num raio de 30 km de Paratinga - BA, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 150 m, com profundidade mediana de 91 m. A vazão mediana calculada é de 3,5 m³/h (metade dos poços entre 1,6 m³/h e 7,2 m³/h), sobre 66 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (87% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paratinga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 151 poços no raio, contra 153 poços dentro do município.

91 mprofundidade mediana
3,5 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
5,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 66 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paratinga: 27/100

27 de 100

Confiança: amostra alta151 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 15peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 55peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paratinga costumam descer

  • até 50 m 7%9
  • 50 a 100 m 54%74
  • 100 a 150 m 38%52
  • acima de 150 m 2%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Santo Onofre 2,0 m³/h 80 m 204 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 80 m 13
Arqueano 0,5 m³/h 80 m 91 com teste
Corpo Cristalino 3,7 m³/h 66 m 83 com teste
Grupo Bambuí 7,8 m³/h 84 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Santo Onofre 2 · Terciário-Quaternário 2 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 1
  • 50 a 100 m41 poços Grupo Santo Onofre 13 · Arqueano 8 · Terciário-Quaternário 8
  • 100 a 150 m11 poços Grupo Santo Onofre 5 · Terciário-Quaternário 2 · Corpo Cristalino 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paratinga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paratinga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.