Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Morro do Chapéu - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Morro do Chapéu, Bahia.

  • aquífero fissural
  • formação caboclo
  • 507poços cadastrados
  • 89,2 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 25,9 mnível estático médio

Como são os poços em Morro do Chapéu - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 507 poços em Morro do Chapéu - BA. A profundidade média é de 89,2 m e a mediana, 80 m, medida em 451 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Caboclo. No Censo 2022, 2.270 dos 11.882 domicílios do município — 19,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
507
Profundidade média
89,2 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
25,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Caboclo
Ante a média do estado
10,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
33.594 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.270 (19,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 507 poços em Morro do Chapéu, com profundidade média de 89,2 m (mediana de 80 m, variando de 1,7 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Caboclo, presente em 31% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Morro do Chapéu é 10,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Morro do Chapéu

Poços cadastrados em Morro do Chapéu - BA
Poços no cadastro nacional507 poços
Profundidade média89,2 m 451 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade1,7 m a 252 m
Nível estático médio25,9 m 274 poços com o dado
Nível dinâmico médio47 m 231 poços com o dado
Vazão específica média5,2 m³/h por metro 188 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteFormação Caboclo 31% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 71 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 137 poços
Poços com teste de vazão507 de 507
Distribuição das profundidades em Morro do Chapéu 1,7 m mínimo 80 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Morro do Chapéu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 90 · 20% 50-100 m 215 · 48% 100-150 m 112 · 25% 150-200 m 30 · 7% acima de 200 m 4 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Morro do Chapéu 5 1960 24 1970 53 1980 93 1990 137 2000 92 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Morro do Chapéu. Valores em poços. Abastecimento doméstico 71 · 31% Abastecimento doméstico/animal 58 · 25% Doméstico/irrigação/animal 40 · 17% Abastecimento doméstico/irrig. 29 · 13% Pecuária 20 · 9% Irrigação 13 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 161 poços
  • Carstico — 47 poços
  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Caboclo — 45 poços
  • Formação Morro do Chapéu — 29 poços
  • Formação Salitre — 23 poços
  • Grupo Bambuí — 16 poços
  • Eluvião — 16 poços
  • Proterozoico Superior — 14 poços

O território e o subsolo de Morro do Chapéu

Morro do Chapéu tem 33.594 habitantes distribuídos em 5.745,0 km², o que dá 5,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 2.270 dos 11.882 domicílios de Morro do Chapéu — 19,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.212 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.066 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Morro do Chapéu

Com base em 289 poços cadastrados num raio de 30 km de Morro do Chapéu - BA, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 150 m, com profundidade mediana de 76 m. A vazão mediana calculada é de 8,6 m³/h (metade dos poços entre 4,9 m³/h e 17,5 m³/h), sobre 92 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Morro do Chapéu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 289 poços no raio, contra 507 poços dentro do município.

76 mprofundidade mediana
8,6 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
10,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 92 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Morro do Chapéu: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta289 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 63peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 55peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 43peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Morro do Chapéu costumam descer

  • até 50 m 26%68
  • 50 a 100 m 45%117
  • 100 a 150 m 21%54
  • acima de 150 m 8%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Caboclo 2,7 m³/h 72 m 224 com teste
Formação Morro do Chapéu 21,9 m³/h 49 m 163 com teste
Proterozoico Superior 6,7 m³/h 96 m 108 com teste
Proterozoico Médio 8,2 m³/h 144 m 94 com teste
Eluvião 39,6 m³/h 70 m 71 com teste
Grupo Bambuí 14,4 m³/h 90 m 75 com teste
Formação Salitre sem teste 110 m 4
Corpo Cristalino 15,8 m³/h 90 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m21 poços Formação Morro do Chapéu 9 · Formação Caboclo 5 · Eluvião 3
  • 50 a 100 m38 poços Formação Caboclo 12 · Formação Morro do Chapéu 7 · Proterozoico Superior 6
  • 100 a 150 m19 poços Proterozoico Médio 6 · Formação Caboclo 4 · Proterozoico Superior 3
  • acima de 150 m9 poços Grupo Chapada Diamantina 2 · Proterozoico Médio 2 · Eluvião 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Morro do Chapéu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Morro do Chapéu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.