Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cocos - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cocos, Bahia.

  • aquífero carstico
  • grupo bambuí
  • 190poços cadastrados
  • 89,2 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 25,7 mnível estático médio

Como são os poços em Cocos - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 190 poços em Cocos - BA. A profundidade média é de 89,2 m e a mediana, 90 m, medida em 140 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,7 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 366 dos 6.295 domicílios do município — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
190
Profundidade média
89,2 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
25,7 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
10,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
19.151 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
366 (5,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 190 poços em Cocos, com profundidade média de 89,2 m (mediana de 90 m, variando de 1 m a 310,8 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cocos é 10,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Cocos

Poços cadastrados em Cocos - BA
Poços no cadastro nacional190 poços
Profundidade média89,2 m 140 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade1 m a 310,8 m
Nível estático médio25,7 m 46 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,1 m 45 poços com o dado
Vazão específica média9,5 m³/h por metro 44 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 74% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 27 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 78 poços
Poços com teste de vazão190 de 190
Distribuição das profundidades em Cocos 1 m mínimo 90 m mediana 310,8 m máximo
Metade dos poços fica entre 48 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cocos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 40 · 29% 50-100 m 40 · 29% 100-150 m 42 · 30% 150-200 m 13 · 9% acima de 200 m 5 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cocos 9 1900 7 1980 7 1990 36 2000 78 2010 5 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cocos. Valores em poços. Abastecimento doméstico 27 · 29% Abastecimento doméstico/animal 23 · 24% Abastecimento urbano 14 · 15% Irrigação 14 · 15% Outros (lazer,etc.) 10 · 11% Abastecimento múltiplo 6 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 77 poços
  • Poroso — 25 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 73 poços
  • Formacao Urucuia — 26 poços
  • Quaternário — 8 poços
  • Terciário-Quaternário — 4 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Cocos

Cocos tem 19.151 habitantes distribuídos em 10.140,6 km², o que dá 1,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria da Vitoria, na região intermediária de Barreiras.

No Censo 2022, 366 dos 6.295 domicílios de Cocos — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 365 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.751 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cocos, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cocos

Com base em 43 poços cadastrados num raio de 30 km de Cocos - BA, 80% deles foram concluídos entre 1 m e 180 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 9,3 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 11,9 m³/h), sobre 7 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cocos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 43 poços no raio, contra 190 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
9,3 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
1,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 7 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cocos: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra baixa43 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 11peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 88peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cocos costumam descer

  • até 50 m 19%6
  • 50 a 100 m 35%11
  • 100 a 150 m 32%10
  • acima de 150 m 13%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formacao Urucuia 10,3 m³/h 48 m 72 com teste
Grupo Bambuí sem teste 80 m 7

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formacao Urucuia 4 · Grupo Bambuí 1
  • 50 a 100 m7 poços Grupo Bambuí 3 · Formacao Urucuia 2 · Terciário-Quaternário 1
  • 100 a 150 m5 poços Grupo Bambuí 2 · Grupo Barreira Indiviso 1 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cocos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cocos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.