Bahia · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Rio do Pires - BA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio do Pires, Bahia.
- aquífero fissural
- arqueano
- 60poços cadastrados
- 88,9 mprofundidade média
- 80 mprofundidade mediana
- 10,3 mnível estático médio
Como são os poços em Rio do Pires - BA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 60 poços em Rio do Pires - BA. A profundidade média é de 88,9 m e a mediana, 80 m, medida em 60 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 80 dos 3.503 domicílios do município — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 60
- Profundidade média
- 88,9 m
- Profundidade mediana
- 80 m
- Nível estático médio
- 10,3 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Arqueano
- Ante a média do estado
- 10,8 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
- População (Censo 2022)
- 10.497 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 80 (2,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 60 poços em Rio do Pires, com profundidade média de 88,9 m (mediana de 80 m, variando de 10 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 38% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Rio do Pires é 10,8 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).
Números do cadastro em Rio do Pires
| Poços no cadastro nacional | 60 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 88,9 m 60 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 80 m |
| Faixa de profundidade | 10 m a 150 m |
| Nível estático médio | 10,3 m 49 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 45,3 m 49 poços com o dado |
| Vazão específica média | 3,7 m³/h por metro 29 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Arqueano 38% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 22 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2010 28 poços |
| Poços com teste de vazão | 60 de 60 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 46 poços
Formações geológicas atravessadas
- Arqueano — 16 poços
- Corpo Cristalino — 15 poços
- Grupo Rio dos Remédios — 3 poços
- Aluviões — 3 poços
- Proterozoico Médio — 3 poços
- Complexo Paramirim — 2 poços
O território e o subsolo de Rio do Pires
Rio do Pires tem 10.497 habitantes distribuídos em 656,2 km², o que dá 16,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Brumado, na região intermediária de Vitória da Conquista.
No Censo 2022, 80 dos 3.503 domicílios de Rio do Pires — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 80 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 816 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rio do Pires, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Rio do Pires
Com base em 202 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio do Pires - BA, 80% deles foram concluídos entre 48 m e 120 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 5,4 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 9,9 m³/h), sobre 92 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio do Pires se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 202 poços no raio, contra 60 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 92 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Rio do Pires: 37/100
Confiança: amostra alta202 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 45peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 13peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 46peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Rio do Pires costumam descer
- até 50 m 13%25
- 50 a 100 m 68%131
- 100 a 150 m 18%35
- acima de 150 m 1%1
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Arqueano | 2,0 m³/h | 70 m | 4410 com teste |
| Corpo Cristalino | 6,6 m³/h | 89 m | 209 com teste |
| Quaternário | 12,0 m³/h | 70 m | 151 com teste |
| Grupo Rio dos Remédios | 3,3 m³/h | 74 m | 134 com teste |
| Aluviões | 2,9 m³/h | 68 m | 62 com teste |
| Complexo Paramirim | 8,5 m³/h | 105 m | 44 com teste |
| Grupo Paraguaçu | 12,3 m³/h | 47 m | 43 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m18 poços Arqueano 6 · Quaternário 4 · Corpo Cristalino 3
- 50 a 100 m81 poços Arqueano 36 · Quaternário 11 · Corpo Cristalino 11
- 100 a 150 m12 poços Corpo Cristalino 6 · Arqueano 2 · Complexo Paramirim 2
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Rio do Pires?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rio do Pires.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Rio do Pires
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Bahia · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.