Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Malhada - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Malhada, Bahia.

  • aquífero carstico
  • grupo bambuí
  • 33poços cadastrados
  • 100,3 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 7,5 mnível estático médio

Como são os poços em Malhada - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Malhada - BA. A profundidade média é de 100,3 m e a mediana, 100 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,5 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 1.583 dos 4.811 domicílios do município — 32,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
100,3 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
7,5 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
15.398 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.583 (32,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Malhada, com profundidade média de 100,3 m (mediana de 100 m, variando de 33 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Malhada é praticamente igual à média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Malhada

Poços cadastrados em Malhada - BA
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média100,3 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade33 m a 180 m
Nível estático médio7,5 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio36,4 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 90% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 72% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 14 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 9 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Malhada 33 m mínimo 100 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 144 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Malhada por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 9% 50-100 m 15 · 47% 100-150 m 12 · 38% 150-200 m 2 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Malhada 1 1900 3 1970 9 1980 9 1990 6 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Malhada. Valores em poços. Abastecimento urbano 14 · 67% Abastecimento múltiplo 3 · 14% Pecuária 2 · 10% Abastecimento doméstico 1 · 5% Irrigação 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 27 poços
  • Fissural — 2 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 23 poços
  • Eluvião — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Aluviões — 1 poço
  • Arqueano — 1 poço

O território e o subsolo de Malhada

Malhada tem 15.398 habitantes distribuídos em 1.979,2 km², o que dá 7,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guanambi.

No Censo 2022, 1.583 dos 4.811 domicílios de Malhada — 32,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.550 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.354 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Malhada

Com base em 112 poços cadastrados num raio de 30 km de Malhada - BA, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 150 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 12,6 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 23,3 m³/h), sobre 34 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Malhada se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 112 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
12,6 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
4,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 34 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Malhada: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta112 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 88peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 29peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Malhada costumam descer

  • até 50 m 15%16
  • 50 a 100 m 47%50
  • 100 a 150 m 33%35
  • acima de 150 m 6%6

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bambuí 19,8 m³/h 90 m 329 com teste
Subgrupo Paraopeba 9,0 m³/h 70 m 174 com teste
Quaternário 24,0 m³/h 77 m 111 com teste
Eluvião 8,8 m³/h 70 m 53 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,2 m³/h 84 m 41 com teste
Proterozoico Superior 1,5 m³/h 150 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Bambuí 4 · Quaternário 2 · Subgrupo Paraopeba 1
  • 50 a 100 m41 poços Grupo Bambuí 14 · Subgrupo Paraopeba 11 · Quaternário 7
  • 100 a 150 m21 poços Grupo Bambuí 11 · Subgrupo Paraopeba 5 · Proterozoico Superior 2
  • acima de 150 m5 poços Grupo Bambuí 3 · Quaternário 1 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Malhada?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Malhada.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.