Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tapiramutá - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tapiramutá, Bahia.

  • aquífero fissural
  • formação capim grosso
  • 58poços cadastrados
  • 99,8 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 18,4 mnível estático médio

Como são os poços em Tapiramutá - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 58 poços em Tapiramutá - BA. A profundidade média é de 99,8 m e a mediana, 100 m, medida em 51 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Capim Grosso. No Censo 2022, 459 dos 5.106 domicílios do município — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
58
Profundidade média
99,8 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
18,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Capim Grosso
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
15.818 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
459 (9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 58 poços em Tapiramutá, com profundidade média de 99,8 m (mediana de 100 m, variando de 3 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Capim Grosso, presente em 27% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tapiramutá é praticamente igual à média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Tapiramutá

Poços cadastrados em Tapiramutá - BA
Poços no cadastro nacional58 poços
Profundidade média99,8 m 51 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade3 m a 210 m
Nível estático médio18,4 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio60,2 m 27 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 24 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 81% dos registros
Rocha predominanteFormação Capim Grosso 27% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 25 poços
Poços com teste de vazão58 de 58
Distribuição das profundidades em Tapiramutá 3 m mínimo 100 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 61 m e 123 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tapiramutá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 14% 50-100 m 25 · 49% 100-150 m 11 · 22% 150-200 m 6 · 12% acima de 200 m 2 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tapiramutá 1 1960 6 1970 6 1980 2 1990 11 2000 25 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tapiramutá. Valores em poços. Abastecimento urbano 10 · 53% Abastecimento doméstico 3 · 16% Doméstico/irrigação/animal 3 · 16% Abastecimento doméstico/animal 2 · 11% Abastecimento múltiplo 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 25 poços
  • Poroso — 5 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Capim Grosso — 7 poços
  • Arqueano — 5 poços
  • Corpo Cristalino — 5 poços
  • Quaternário — 4 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Tapiramutá

Tapiramutá tem 15.818 habitantes distribuídos em 714,7 km², o que dá 22,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jacobina, na região intermediária de Feira de Santana.

No Censo 2022, 459 dos 5.106 domicílios de Tapiramutá — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 410 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 779 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tapiramutá

Com base em 159 poços cadastrados num raio de 30 km de Tapiramutá - BA, 80% deles foram concluídos entre 46 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 11,5 m³/h), sobre 46 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tapiramutá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 159 poços no raio, contra 58 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
5,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 46 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tapiramutá: 31/100

31 de 100

Confiança: amostra alta159 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 38peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 17peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tapiramutá costumam descer

  • até 50 m 13%17
  • 50 a 100 m 58%79
  • 100 a 150 m 20%27
  • acima de 150 m 10%13

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 14,1 m³/h 73 m 81 com teste
Corpo Cristalino 0,4 m³/h 120 m 72 com teste
Arqueano 0,9 m³/h 65 m 61 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,2 m³/h 150 m 53 com teste
Formação Caboclo 10,4 m³/h 170 m 51 com teste
Terciário-Quaternário 10,3 m³/h 62 m 42 com teste
Formação Capim Grosso 2,8 m³/h 60 m 41 com teste
Eluvião sem teste 80 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Terciário-Quaternário 2 · Formação Bebedouro 1 · Quaternário 1
  • 50 a 100 m24 poços Quaternário 6 · Arqueano 3 · Eluvião 2
  • 100 a 150 m11 poços Arqueano 2 · Eluvião 1 · Quaternário 1
  • acima de 150 m8 poços Formação Caboclo 3 · Corpo Cristalino 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tapiramutá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tapiramutá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.