Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Maiquinique - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Maiquinique, Bahia.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 14poços cadastrados
  • 71,2 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 9,7 mnível estático médio

Como são os poços em Maiquinique - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Maiquinique - BA. A profundidade média é de 71,2 m e a mediana, 60 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 71 dos 3.173 domicílios do município — 2,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
14
Profundidade média
71,2 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
9,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
28,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
8.731 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
71 (2,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Maiquinique, com profundidade média de 71,2 m (mediana de 60 m, variando de 52 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 80% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Maiquinique é 28,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Maiquinique

Poços cadastrados em Maiquinique - BA
Poços no cadastro nacional14 poços
Profundidade média71,2 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade52 m a 120 m
Nível estático médio9,7 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio25,9 m 7 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 80% dos registros
Uso mais comumDoméstico/irrigação/animal 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão14 de 14
Distribuição das profundidades em Maiquinique 52 m mínimo 60 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 70 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Maiquinique por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 10 · 77% 100-150 m 3 · 23%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Maiquinique 1 1970 8 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Maiquinique. Valores em poços. Doméstico/irrigação/animal 3 · 38% Pecuária 2 · 25% Abastecimento industrial 2 · 25% Abastecimento doméstico 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 13 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 4 poços
  • Arqueano — 1 poço

O território e o subsolo de Maiquinique

Maiquinique tem 8.731 habitantes distribuídos em 588,3 km², o que dá 14,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itapetinga, na região intermediária de Vitória da Conquista.

No Censo 2022, 71 dos 3.173 domicílios de Maiquinique — 2,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 58 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 605 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Maiquinique, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Maiquinique

Com base em 64 poços cadastrados num raio de 30 km de Maiquinique - BA, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 102 m, com profundidade mediana de 75 m. A vazão mediana calculada é de 10,0 m³/h (metade dos poços entre 6,5 m³/h e 14,5 m³/h), sobre 12 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Maiquinique se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 64 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.

75 mprofundidade mediana
10,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 12 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Maiquinique: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra média64 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 74peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 15peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 92peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Maiquinique costumam descer

  • até 50 m 5%3
  • 50 a 100 m 84%47
  • 100 a 150 m 11%6
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano sem teste 80 m 12
Complexo Itapetinga sem teste 73 m 6
Corpo Cristalino 10,0 m³/h 60 m 44 com teste
Proterozoico Superior 10,8 m³/h 60 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Maiquinique?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Maiquinique.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.