Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em João Dourado - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para João Dourado, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 342poços cadastrados
  • 91,2 mprofundidade média
  • 81 mprofundidade mediana
  • 18 mnível estático médio

Como são os poços em João Dourado - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 342 poços em João Dourado - BA. A profundidade média é de 91,2 m e a mediana, 81 m, medida em 258 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 493 dos 8.250 domicílios do município — 6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
342
Profundidade média
91,2 m
Profundidade mediana
81 m
Nível estático médio
18 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
8,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
24.854 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
493 (6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 342 poços em João Dourado, com profundidade média de 91,2 m (mediana de 81 m, variando de 19 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de João Dourado é 8,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em João Dourado

Poços cadastrados em João Dourado - BA
Poços no cadastro nacional342 poços
Profundidade média91,2 m 258 poços com o dado
Profundidade mediana81 m
Faixa de profundidade19 m a 204 m
Nível estático médio18 m 224 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,8 m 222 poços com o dado
Vazão específica média13,9 m³/h por metro 187 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 43% dos registros
Uso mais comumIrrigação 77 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 64 poços
Poços com teste de vazão342 de 342
Distribuição das profundidades em João Dourado 19 m mínimo 81 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 114 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de João Dourado por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 6% 50-100 m 165 · 64% 100-150 m 68 · 26% 150-200 m 8 · 3% acima de 200 m 1
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em João Dourado 19 1960 56 1970 64 1980 34 1990 59 2000 17 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de João Dourado. Valores em poços. Irrigação 77 · 66% Abastecimento urbano 32 · 28% Abastecimento doméstico 3 · 3% Abastecimento doméstico/animal 2 · 2% Pecuária 1 · 1% Outros (lazer,etc.) 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 222 poços
  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 53 poços
  • Grupo Bambuí — 37 poços
  • Quaternário — 22 poços
  • Eluvião — 5 poços
  • Terciário-Quaternário — 4 poços
  • Proterozoico Superior — 2 poços

O território e o subsolo de João Dourado

João Dourado tem 24.854 habitantes distribuídos em 913,3 km², o que dá 27,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 493 dos 8.250 domicílios de João Dourado — 6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 490 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 586 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de João Dourado, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de João Dourado

Com base em 1.121 poços cadastrados num raio de 30 km de João Dourado - BA, 80% deles foram concluídos entre 55 m e 144 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 9,1 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 18,9 m³/h), sobre 544 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de João Dourado se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.121 poços no raio, contra 342 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
9,1 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
39,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 544 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de João Dourado: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta1.121 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 68peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 92peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de João Dourado costumam descer

  • até 50 m 8%71
  • 50 a 100 m 63%575
  • 100 a 150 m 26%237
  • acima de 150 m 3%25

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 8,8 m³/h 80 m 14959 com teste
Quaternário 12,3 m³/h 80 m 9212 com teste
Grupo Bambuí 13,2 m³/h 80 m 7449 com teste
Eluvião 20,1 m³/h 80 m 214 com teste
Proterozoico Superior 3,3 m³/h 150 m 119 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 90 m 7
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10,3 m³/h 150 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m26 poços Quaternário 13 · Formação Salitre 7 · Grupo Bambuí 3
  • 50 a 100 m221 poços Formação Salitre 99 · Quaternário 56 · Grupo Bambuí 44
  • 100 a 150 m109 poços Formação Salitre 40 · Grupo Bambuí 25 · Quaternário 22
  • acima de 150 m10 poços Formação Salitre 3 · Proterozoico Superior 3 · Grupo Bambuí 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos João Dourado?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em João Dourado.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.