Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Aramari - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Aramari, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo são sebastião
  • 26poços cadastrados
  • 91,3 mprofundidade média
  • 85 mprofundidade mediana
  • 11,3 mnível estático médio

Como são os poços em Aramari - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Aramari - BA. A profundidade média é de 91,3 m e a mediana, 85 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 620 dos 3.492 domicílios do município — 17,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
91,3 m
Profundidade mediana
85 m
Nível estático médio
11,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo São Sebastião
Ante a média do estado
8,4 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
9.833 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
620 (17,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Aramari, com profundidade média de 91,3 m (mediana de 85 m, variando de 1 m a 234 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 25% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Aramari é 8,4 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Aramari

Poços cadastrados em Aramari - BA
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média91,3 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana85 m
Faixa de profundidade1 m a 234 m
Nível estático médio11,3 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio45 m 21 poços com o dado
Vazão específica média2,3 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 96% dos registros
Rocha predominanteGrupo São Sebastião 25% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 7 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Aramari 1 m mínimo 85 m mediana 234 m máximo
Metade dos poços fica entre 59 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Aramari por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 24% 50-100 m 12 · 48% 100-150 m 3 · 12% 150-200 m 3 · 12% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Aramari 4 1970 7 1980 7 1990 1 2000 3 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Aramari. Valores em poços. Abastecimento urbano 18 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 23 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo São Sebastião — 5 poços
  • Grupo Ilhas — 4 poços
  • Formação Marizal — 4 poços
  • Grupo Barreiras — 3 poços
  • Quaternário — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços

O território e o subsolo de Aramari

Aramari tem 9.833 habitantes distribuídos em 368,9 km², o que dá 26,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Alagoinhas, na região intermediária de Salvador.

No Censo 2022, 620 dos 3.492 domicílios de Aramari — 17,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 606 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 149 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Aramari

Com base em 295 poços cadastrados num raio de 30 km de Aramari - BA, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 208 m, com profundidade mediana de 91 m. A vazão mediana calculada é de 24,7 m³/h (metade dos poços entre 12,2 m³/h e 40,7 m³/h), sobre 119 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Aramari se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 295 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

91 mprofundidade mediana
24,7 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
10,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 119 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Aramari: 78/100

78 de 100

Confiança: amostra alta295 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 55peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 74peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 55peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 71peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Aramari costumam descer

  • até 50 m 16%44
  • 50 a 100 m 42%113
  • 100 a 150 m 20%55
  • acima de 150 m 22%59

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 36,0 m³/h 72 m 3922 com teste
Formação Marizal 37,4 m³/h 91 m 3319 com teste
Grupo Barreiras 13,9 m³/h 110 m 152 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 18,3 m³/h 103 m 147 com teste
Quaternário 31,0 m³/h 80 m 94 com teste
Grupo Barreira Indiviso 24,9 m³/h 38 m 72 com teste
Formação Sergi 8,2 m³/h 137 m 63 com teste
Grupo Brotas 6,0 m³/h 94 m 51 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m35 poços Grupo São Sebastião 13 · Formação Marizal 6 · Grupo Barreiras 4
  • 50 a 100 m61 poços Grupo São Sebastião 16 · Formação Marizal 15 · Quaternário 7
  • 100 a 150 m22 poços Formação Marizal 7 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4 · Grupo São Sebastião 4
  • acima de 150 m30 poços Grupo Barreiras 7 · Grupo São Sebastião 6 · Formação Marizal 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Aramari?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Aramari.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.