Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jitaúna - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jitaúna, Bahia.

  • aquífero fissural
  • terciário-quaternário
  • 7poços cadastrados
  • 80,6 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 3 mnível estático médio

Como são os poços em Jitaúna - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Jitaúna - BA. A profundidade média é de 80,6 m e a mediana, 80 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Terciário-Quaternário. No Censo 2022, 878 dos 5.121 domicílios do município — 17,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
80,6 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Terciário-Quaternário
Ante a média do estado
19,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
14.355 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
878 (17,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Jitaúna, com profundidade média de 80,6 m (mediana de 80 m, variando de 65 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Terciário-Quaternário, presente em 50% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jitaúna é 19,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Jitaúna

Poços cadastrados em Jitaúna - BA
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média80,6 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade65 m a 100 m
Nível estático médio3 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,9 m 6 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteTerciário-Quaternário 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Jitaúna 65 m mínimo 80 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 78 m e 81 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jitaúna por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jitaúna 1 1990 4 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jitaúna. Valores em poços. Abastecimento urbano 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Arqueano — 1 poço

O território e o subsolo de Jitaúna

Jitaúna tem 14.355 habitantes distribuídos em 262,1 km², o que dá 54,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jequié, na região intermediária de Vitória da Conquista.

No Censo 2022, 878 dos 5.121 domicílios de Jitaúna — 17,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 664 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.437 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jitaúna

Com base em 107 poços cadastrados num raio de 30 km de Jitaúna - BA, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 100 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 8,8 m³/h (metade dos poços entre 4,7 m³/h e 22,6 m³/h), sobre 52 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 2 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jitaúna se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 107 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
8,8 m³/hvazão mediana calculada
2 mnível estático mediano
3,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 52 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jitaúna: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta107 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 65peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 13peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jitaúna costumam descer

  • até 50 m 20%19
  • 50 a 100 m 71%66
  • 100 a 150 m 9%8
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 10,4 m³/h 64 m 153 com teste
Arqueano 9,1 m³/h 53 m 61 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 55 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Quaternário 5 · Arqueano 3 · Terciário-Quaternário 2
  • 50 a 100 m20 poços Quaternário 10 · Arqueano 3 · Eluvião 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jitaúna?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jitaúna.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.