Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itapicuru - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itapicuru, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo são sebastião
  • 92poços cadastrados
  • 126,8 mprofundidade média
  • 104,6 mprofundidade mediana
  • 32,4 mnível estático médio

Como são os poços em Itapicuru - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 92 poços em Itapicuru - BA. A profundidade média é de 126,8 m e a mediana, 104,6 m, medida em 83 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 1.543 dos 11.341 domicílios do município — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
92
Profundidade média
126,8 m
Profundidade mediana
104,6 m
Nível estático médio
32,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo São Sebastião
Ante a média do estado
27,1 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
31.679 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.543 (13,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 92 poços em Itapicuru, com profundidade média de 126,8 m (mediana de 104,6 m, variando de 30 m a 402 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 39% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itapicuru é 27,1 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Itapicuru

Poços cadastrados em Itapicuru - BA
Poços no cadastro nacional92 poços
Profundidade média126,8 m 83 poços com o dado
Profundidade mediana104,6 m
Faixa de profundidade30 m a 402 m
Nível estático médio32,4 m 46 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,3 m 39 poços com o dado
Vazão específica média3,2 m³/h por metro 25 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 97% dos registros
Rocha predominanteGrupo São Sebastião 39% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 33 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 29 poços
Poços com teste de vazão92 de 92
Distribuição das profundidades em Itapicuru 30 m mínimo 104,6 m mediana 402 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 164 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itapicuru por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 4% 50-100 m 38 · 46% 100-150 m 18 · 22% 150-200 m 12 · 14% acima de 200 m 12 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itapicuru 1 1960 2 1970 25 1980 14 1990 29 2000 7 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itapicuru. Valores em poços. Abastecimento doméstico 33 · 53% Abastecimento urbano 16 · 26% Abastecimento doméstico/animal 8 · 13% Abastecimento doméstico/irrig. 4 · 6% Irrigação 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 69 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo São Sebastião — 22 poços
  • Quaternário — 15 poços
  • Formação Marizal — 14 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Grupo Barreiras — 2 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Itapicuru

Itapicuru tem 31.679 habitantes distribuídos em 1.557,7 km², o que dá 20,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Alagoinhas, na região intermediária de Salvador.

No Censo 2022, 1.543 dos 11.341 domicílios de Itapicuru — 13,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.281 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.330 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itapicuru

Com base em 247 poços cadastrados num raio de 30 km de Itapicuru - BA, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 205 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 15,7 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 37,3 m³/h), sobre 46 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itapicuru se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 247 poços no raio, contra 92 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
15,7 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
8,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 46 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itapicuru: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta247 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 51peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 52peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 12peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itapicuru costumam descer

  • até 50 m 9%15
  • 50 a 100 m 43%76
  • 100 a 150 m 23%40
  • acima de 150 m 25%44

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 5,0 m³/h 99 m 253 com teste
Grupo São Sebastião 25,1 m³/h 100 m 204 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,9 m³/h 93 m 163 com teste
Formação Marizal 5,8 m³/h 108 m 113 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Quaternário 1 · Grupo Barreiras 1
  • 50 a 100 m31 poços Quaternário 13 · Grupo São Sebastião 9 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4
  • 100 a 150 m19 poços Quaternário 10 · Formação Marizal 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3
  • acima de 150 m16 poços Grupo São Sebastião 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4 · Formação Marizal 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itapicuru?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itapicuru.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.