Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itarantim - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itarantim, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 22poços cadastrados
  • 77,2 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 7,3 mnível estático médio

Como são os poços em Itarantim - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Itarantim - BA. A profundidade média é de 77,2 m e a mediana, 80 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 82 dos 6.280 domicílios do município — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
77,2 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
7,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
22,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
17.052 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
82 (1,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Itarantim, com profundidade média de 77,2 m (mediana de 80 m, variando de 52 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 77% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itarantim é 22,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Itarantim

Poços cadastrados em Itarantim - BA
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média77,2 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade52 m a 100 m
Nível estático médio7,3 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio61,2 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 95% dos registros
Rocha predominanteArqueano 77% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Itarantim 52 m mínimo 80 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 85 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itarantim por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 21 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itarantim 3 1960 3 1970 3 1990 10 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itarantim. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 6 · 43% Pecuária 4 · 29% Abastecimento urbano 2 · 14% Abastecimento doméstico 1 · 7% Abastecimento industrial 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 19 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 10 poços
  • Complexo Itapetinga — 1 poço
  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Proterozoico Inferior — 1 poço

O território e o subsolo de Itarantim

Itarantim tem 17.052 habitantes distribuídos em 1.674,0 km², o que dá 10,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itapetinga, na região intermediária de Vitória da Conquista.

No Censo 2022, 82 dos 6.280 domicílios de Itarantim — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 71 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 818 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itarantim, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itarantim

Com base em 42 poços cadastrados num raio de 30 km de Itarantim - BA, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 100 m, com profundidade mediana de 75 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 8 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itarantim se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 42 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

75 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
1,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 8 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itarantim: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra média42 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 11peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 11peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 91peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itarantim costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 93%37
  • 100 a 150 m 8%3
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano sem teste 80 m 10
Complexo Itapetinga sem teste 70 m 5
Corpo Cristalino 10,0 m³/h 60 m 44 com teste
Formação Serra do Paraíso sem teste 100 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itarantim?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itarantim.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.