Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itapebi - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itapebi, Bahia.

  • aquífero fissural
  • formação serra do paraíso
  • 23poços cadastrados
  • 90,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 29,1 mnível estático médio

Como são os poços em Itapebi - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Itapebi - BA. A profundidade média é de 90,2 m e a mediana, 100 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra do Paraíso. No Censo 2022, 105 dos 3.310 domicílios do município — 3,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
90,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
29,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra do Paraíso
Ante a média do estado
9,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
9.174 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
105 (3,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Itapebi, com profundidade média de 90,2 m (mediana de 100 m, variando de 24,2 m a 162 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra do Paraíso, presente em 38% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itapebi é 9,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Itapebi

Poços cadastrados em Itapebi - BA
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média90,2 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade24,2 m a 162 m
Nível estático médio29,1 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,9 m 7 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 63% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra do Paraíso 38% dos registros
Uso mais comumSem uso 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Itapebi 24,2 m mínimo 100 m mediana 162 m máximo
Metade dos poços fica entre 35 m e 128 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itapebi por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 26% 50-100 m 6 · 32% 100-150 m 6 · 32% 150-200 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itapebi 2 1970 9 2000 5 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itapebi. Valores em poços. Sem uso 7 · 54% Abastecimento doméstico 3 · 23% Abastecimento doméstico/animal 1 · 8% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 8% Abastecimento múltiplo 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços
  • Carstico — 2 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra do Paraíso — 3 poços
  • Eluvião — 1 poço
  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Arqueano — 1 poço
  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Formação Água Preta — 1 poço

O território e o subsolo de Itapebi

Itapebi tem 9.174 habitantes distribuídos em 1.013,1 km², o que dá 9,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Eunápolis - Porto Seguro, na região intermediária de Ilhéus – Itabuna.

No Censo 2022, 105 dos 3.310 domicílios de Itapebi — 3,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 81 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 660 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Itapebi, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itapebi

Com base em 62 poços cadastrados num raio de 30 km de Itapebi - BA, 80% deles foram concluídos entre 28 m e 142 m, com profundidade mediana de 85 m. A vazão mediana calculada é de 5,6 m³/h (metade dos poços entre 1,1 m³/h e 11,9 m³/h), sobre 21 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itapebi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 62 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

85 mprofundidade mediana
5,6 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
2,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 21 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itapebi: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta62 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 35peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 17peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 61peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 16peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itapebi costumam descer

  • até 50 m 24%13
  • 50 a 100 m 42%23
  • 100 a 150 m 31%17
  • acima de 150 m 4%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra do Paraíso sem teste 128 m 4
Grupo Barreiras 11,9 m³/h 100 m 31 com teste
Formação Água Preta sem teste 80 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m9 poços Grupo Barreiras 2 · Eluvião 1 · Grupo Barreira Indiviso 1
  • 100 a 150 m6 poços Formação Serra do Paraíso 3 · Eluvião 1 · Arqueano 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itapebi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itapebi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.