Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Coribe - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Coribe, Bahia.

  • aquífero carstico
  • grupo bambuí
  • 129poços cadastrados
  • 90,1 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 24,6 mnível estático médio

Como são os poços em Coribe - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 129 poços em Coribe - BA. A profundidade média é de 90,1 m e a mediana, 90 m, medida em 121 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,6 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 401 dos 4.986 domicílios do município — 8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
129
Profundidade média
90,1 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
24,6 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
9,6 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
13.990 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
401 (8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 129 poços em Coribe, com profundidade média de 90,1 m (mediana de 90 m, variando de 1 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Coribe é 9,6 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Coribe

Poços cadastrados em Coribe - BA
Poços no cadastro nacional129 poços
Profundidade média90,1 m 121 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade1 m a 200 m
Nível estático médio24,6 m 39 poços com o dado
Nível dinâmico médio56,9 m 39 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 76% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 57 poços
Poços com teste de vazão129 de 129
Distribuição das profundidades em Coribe 1 m mínimo 90 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 135 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Coribe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 31 · 26% 50-100 m 36 · 30% 100-150 m 39 · 32% 150-200 m 15 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Coribe 3 1900 18 1970 27 1980 6 1990 10 2000 57 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Coribe. Valores em poços. Abastecimento doméstico 35 · 45% Abastecimento urbano 28 · 36% Abastecimento doméstico/animal 5 · 6% Irrigação 4 · 5% Outros (lazer,etc.) 3 · 4% Pecuária 2 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 59 poços
  • Fissural — 16 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 62 poços
  • Arqueano — 14 poços
  • Quaternário — 11 poços
  • Eluvião — 5 poços
  • Formacao Urucuia — 5 poços
  • Formação Salitre — 2 poços

O território e o subsolo de Coribe

Coribe tem 13.990 habitantes distribuídos em 2.662,8 km², o que dá 5,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria da Vitoria, na região intermediária de Barreiras.

No Censo 2022, 401 dos 4.986 domicílios de Coribe — 8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 391 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 597 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Coribe

Com base em 176 poços cadastrados num raio de 30 km de Coribe - BA, 80% deles foram concluídos entre 1 m e 150 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 4,8 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 19,1 m³/h), sobre 28 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Coribe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 176 poços no raio, contra 129 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
4,8 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
6,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 28 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Coribe: 39/100

39 de 100

Confiança: amostra alta176 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 41peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Coribe costumam descer

  • até 50 m 26%43
  • 50 a 100 m 33%54
  • 100 a 150 m 32%52
  • acima de 150 m 10%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bambuí 13,2 m³/h 95 m 687 com teste
Quaternário 14,7 m³/h 100 m 132 com teste
Subgrupo Paraopeba sem teste 76 m 7
Eluvião sem teste 66 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m24 poços Grupo Bambuí 17 · Quaternário 2 · Subgrupo Paraopeba 2
  • 50 a 100 m37 poços Grupo Bambuí 20 · Quaternário 5 · Subgrupo Paraopeba 3
  • 100 a 150 m32 poços Grupo Bambuí 23 · Quaternário 6 · Grupo Barreira Indiviso 1
  • acima de 150 m11 poços Grupo Bambuí 8 · Subgrupo Paraopeba 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Coribe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Coribe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.