Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ibiquera - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibiquera, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 50poços cadastrados
  • 86,9 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 20,8 mnível estático médio

Como são os poços em Ibiquera - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 50 poços em Ibiquera - BA. A profundidade média é de 86,9 m e a mediana, 80 m, medida em 44 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 2 dos 1.286 domicílios do município — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
50
Profundidade média
86,9 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
20,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
12,8 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
3.725 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2 (0,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 50 poços em Ibiquera, com profundidade média de 86,9 m (mediana de 80 m, variando de 30 m a 196 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ibiquera é 12,8 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Ibiquera

Poços cadastrados em Ibiquera - BA
Poços no cadastro nacional50 poços
Profundidade média86,9 m 44 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade30 m a 196 m
Nível estático médio20,8 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio58,6 m 20 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 20 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 81% dos registros
Rocha predominanteArqueano 57% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 16 poços
Poços com teste de vazão50 de 50
Distribuição das profundidades em Ibiquera 30 m mínimo 80 m mediana 196 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ibiquera por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 5% 50-100 m 34 · 77% 100-150 m 6 · 14% 150-200 m 2 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ibiquera 6 1970 16 1980 5 1990 13 2000 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ibiquera. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 13 · 43% Abastecimento urbano 12 · 40% Abastecimento doméstico 3 · 10% Pecuária 2 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 25 poços
  • Carstico — 5 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 16 poços
  • Formação Salitre — 4 poços
  • Eluvião — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços
  • Formação Bebedouro — 2 poços
  • Grupo Caraíba — 1 poço

O território e o subsolo de Ibiquera

Ibiquera tem 3.725 habitantes distribuídos em 698,2 km², o que dá 5,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itaberaba, na região intermediária de Feira de Santana.

No Censo 2022, 2 dos 1.286 domicílios de Ibiquera — 0,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 285 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ibiquera, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ibiquera

Com base em 233 poços cadastrados num raio de 30 km de Ibiquera - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 187 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 2,6 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 4,7 m³/h), sobre 69 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 36 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ibiquera se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 233 poços no raio, contra 50 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
2,6 m³/hvazão mediana calculada
36 mnível estático mediano
8,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 69 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ibiquera: 32/100

32 de 100

Confiança: amostra alta233 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 14peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 46peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ibiquera costumam descer

  • até 50 m 6%12
  • 50 a 100 m 48%99
  • 100 a 150 m 21%43
  • acima de 150 m 26%54

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 1,9 m³/h 166 m 2411 com teste
Arqueano 1,6 m³/h 70 m 183 com teste
Eluvião 5,5 m³/h 140 m 127 com teste
Grupo Bambuí 2,9 m³/h 155 m 125 com teste
Quaternário 2,9 m³/h 70 m 101 com teste
Terciário-Quaternário 2,7 m³/h 92 m 64 com teste
Grupo Caraíba sem teste 32 m 5
Corpo Cristalino 8,8 m³/h 60 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Grupo Caraíba 5 · Corpo Cristalino 2 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m46 poços Arqueano 18 · Quaternário 8 · Eluvião 5
  • 100 a 150 m13 poços Formação Salitre 5 · Grupo Bambuí 3 · Eluvião 2
  • acima de 150 m28 poços Formação Salitre 14 · Grupo Bambuí 6 · Eluvião 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ibiquera?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibiquera.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.