Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Amélia Rodrigues - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Amélia Rodrigues, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 26poços cadastrados
  • 87,1 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 13,2 mnível estático médio

Como são os poços em Amélia Rodrigues - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Amélia Rodrigues - BA. A profundidade média é de 87,1 m e a mediana, 84 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 1.193 dos 8.600 domicílios do município — 13,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
87,1 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
13,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
12,6 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
24.138 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.193 (13,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Amélia Rodrigues, com profundidade média de 87,1 m (mediana de 84 m, variando de 41 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 36% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Amélia Rodrigues é 12,6 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Amélia Rodrigues

Poços cadastrados em Amélia Rodrigues - BA
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média87,1 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade41 m a 150 m
Nível estático médio13,2 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,9 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 86% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 36% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 5 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Amélia Rodrigues 41 m mínimo 84 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 53 m e 110 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Amélia Rodrigues por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 17% 50-100 m 13 · 57% 100-150 m 6 · 26%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Amélia Rodrigues 2 1950 3 1970 3 1980 1 1990 5 2000 5 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Amélia Rodrigues. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 56% Abastecimento industrial 2 · 22% Abastecimento doméstico 1 · 11% Outros (lazer,etc.) 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 5 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 2 poços
  • Formação Aliança — 2 poços
  • Formação Sergi — 2 poços
  • Formação Itaparica — 2 poços
  • Arqueano — 1 poço

O território e o subsolo de Amélia Rodrigues

Amélia Rodrigues tem 24.138 habitantes distribuídos em 166,9 km², o que dá 144,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Feira de Santana.

No Censo 2022, 1.193 dos 8.600 domicílios de Amélia Rodrigues — 13,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 981 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.019 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Amélia Rodrigues

Com base em 490 poços cadastrados num raio de 30 km de Amélia Rodrigues - BA, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 137 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 9,8 m³/h), sobre 167 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Amélia Rodrigues se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 490 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
17,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 167 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Amélia Rodrigues: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta490 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 71peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 15peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Amélia Rodrigues costumam descer

  • até 50 m 33%138
  • 50 a 100 m 47%194
  • 100 a 150 m 13%52
  • acima de 150 m 7%29

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 3,0 m³/h 39 m 7519 com teste
Arqueano 3,8 m³/h 70 m 3118 com teste
Quaternário 3,7 m³/h 42 m 256 com teste
Grupo São Sebastião 18,0 m³/h 108 m 215 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10,2 m³/h 68 m 1812 com teste
Grupo Barreira Indiviso 4,3 m³/h 35 m 143 com teste
Eluvião 4,1 m³/h 58 m 105 com teste
Grupo Ilhas 26,4 m³/h 95 m 61 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m91 poços Grupo Barreiras 46 · Quaternário 14 · Grupo Barreira Indiviso 12
  • 50 a 100 m102 poços Grupo Barreiras 25 · Arqueano 21 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9
  • 100 a 150 m19 poços Grupo São Sebastião 4 · Arqueano 3 · Eluvião 2
  • acima de 150 m16 poços Grupo São Sebastião 7 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Grupo Barreiras 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Amélia Rodrigues?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Amélia Rodrigues.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.