Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ibipitanga - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibipitanga, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 56poços cadastrados
  • 84,1 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 13,3 mnível estático médio

Como são os poços em Ibipitanga - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 56 poços em Ibipitanga - BA. A profundidade média é de 84,1 m e a mediana, 80 m, medida em 49 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 1.034 dos 4.755 domicílios do município — 21,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
56
Profundidade média
84,1 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
13,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
15,6 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
13.863 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.034 (21,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 56 poços em Ibipitanga, com profundidade média de 84,1 m (mediana de 80 m, variando de 40 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ibipitanga é 15,6 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Ibipitanga

Poços cadastrados em Ibipitanga - BA
Poços no cadastro nacional56 poços
Profundidade média84,1 m 49 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade40 m a 150 m
Nível estático médio13,3 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,7 m 33 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteArqueano 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 20 poços
Poços com teste de vazão56 de 56
Distribuição das profundidades em Ibipitanga 40 m mínimo 80 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ibipitanga por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 8% 50-100 m 37 · 76% 100-150 m 8 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ibipitanga 17 1980 7 1990 5 2000 20 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ibipitanga. Valores em poços. Abastecimento urbano 16 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 38 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 26 poços
  • Quaternário — 17 poços
  • Aluviões — 3 poços
  • Complexo Paramirim — 2 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Ibipitanga

Ibipitanga tem 13.863 habitantes distribuídos em 954,4 km², o que dá 14,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bom Jesus da Lapa, na região intermediária de Guanambi.

No Censo 2022, 1.034 dos 4.755 domicílios de Ibipitanga — 21,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.032 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.075 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ibipitanga

Com base em 219 poços cadastrados num raio de 30 km de Ibipitanga - BA, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 120 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 4,9 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 10,6 m³/h), sobre 93 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ibipitanga se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 219 poços no raio, contra 56 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
4,9 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
7,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 93 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ibipitanga: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta219 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 47peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 27peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ibipitanga costumam descer

  • até 50 m 9%18
  • 50 a 100 m 67%138
  • 100 a 150 m 24%49
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 3,7 m³/h 70 m 406 com teste
Arqueano 2,4 m³/h 70 m 406 com teste
Grupo Rio dos Remédios 5,5 m³/h 80 m 175 com teste
Corpo Cristalino 7,7 m³/h 116 m 107 com teste
Complexo Paramirim 3,4 m³/h 96 m 88 com teste
Aluviões sem teste 70 m 6
Terciário-Quaternário sem teste 70 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Quaternário 6 · Arqueano 5 · Grupo Rio dos Remédios 2
  • 50 a 100 m98 poços Quaternário 33 · Arqueano 33 · Grupo Rio dos Remédios 11
  • 100 a 150 m17 poços Corpo Cristalino 7 · Grupo Rio dos Remédios 4 · Complexo Paramirim 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ibipitanga?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibipitanga.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.