Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ibititá - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ibititá, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 97poços cadastrados
  • 84,2 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 14,8 mnível estático médio

Como são os poços em Ibititá - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 97 poços em Ibititá - BA. A profundidade média é de 84,2 m e a mediana, 80 m, medida em 94 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,8 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 152 dos 6.003 domicílios do município — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
97
Profundidade média
84,2 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
14,8 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
15,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
16.969 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
152 (2,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 97 poços em Ibititá, com profundidade média de 84,2 m (mediana de 80 m, variando de 18,8 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 55% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ibititá é 15,5 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Ibititá

Poços cadastrados em Ibititá - BA
Poços no cadastro nacional97 poços
Profundidade média84,2 m 94 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade18,8 m a 180 m
Nível estático médio14,8 m 77 poços com o dado
Nível dinâmico médio38,4 m 77 poços com o dado
Vazão específica média17,6 m³/h por metro 46 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 92% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 55% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 49 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 36 poços
Poços com teste de vazão97 de 97
Distribuição das profundidades em Ibititá 18,8 m mínimo 80 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ibititá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 11% 50-100 m 68 · 72% 100-150 m 14 · 15% 150-200 m 2 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ibititá 1 1950 9 1960 24 1970 36 1980 16 1990 4 2000 1 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ibititá. Valores em poços. Abastecimento urbano 49 · 82% Abastecimento doméstico/animal 6 · 10% Irrigação 2 · 3% Abastecimento industrial 1 · 2% Abastecimento doméstico 1 · 2% Doméstico/irrigação/animal 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 80 poços
  • Fissural — 5 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 60 poços
  • Grupo Bambuí — 18 poços
  • Quaternário — 15 poços
  • Eluvião — 14 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 2 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço

O território e o subsolo de Ibititá

Ibititá tem 16.969 habitantes distribuídos em 573,0 km², o que dá 29,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 152 dos 6.003 domicílios de Ibititá — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 148 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 267 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ibititá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ibititá

Com base em 785 poços cadastrados num raio de 30 km de Ibititá - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 148 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 9,1 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 17,6 m³/h), sobre 415 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ibititá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 785 poços no raio, contra 97 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
9,1 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
27,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 415 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ibititá: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta785 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 68peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 84peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 43peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ibititá costumam descer

  • até 50 m 6%43
  • 50 a 100 m 65%450
  • 100 a 150 m 26%182
  • acima de 150 m 3%21

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 8,8 m³/h 80 m 209116 com teste
Quaternário 8,6 m³/h 80 m 8814 com teste
Grupo Bambuí 12,1 m³/h 90 m 5440 com teste
Eluvião 9,3 m³/h 70 m 3914 com teste
Terciário-Quaternário 17,6 m³/h 90 m 71 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,3 m³/h 90 m 43 com teste
Formação Morro do Chapéu 11,4 m³/h 50 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m30 poços Formação Salitre 11 · Quaternário 8 · Grupo Bambuí 5
  • 50 a 100 m286 poços Formação Salitre 154 · Quaternário 62 · Grupo Bambuí 31
  • 100 a 150 m87 poços Formação Salitre 44 · Quaternário 16 · Grupo Bambuí 15
  • acima de 150 m10 poços Grupo Bambuí 3 · Quaternário 2 · Eluvião 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ibititá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ibititá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.