Bahia · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Heliópolis - BA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Heliópolis, Bahia.
- aquífero poroso
- grupo são sebastião
- 47poços cadastrados
- 124,1 mprofundidade média
- 110 mprofundidade mediana
- 55,5 mnível estático médio
Como são os poços em Heliópolis - BA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 47 poços em Heliópolis - BA. A profundidade média é de 124,1 m e a mediana, 110 m, medida em 46 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 55,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 1.321 dos 4.479 domicílios do município — 29,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 47
- Profundidade média
- 124,1 m
- Profundidade mediana
- 110 m
- Nível estático médio
- 55,5 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Grupo São Sebastião
- Ante a média do estado
- 24,4 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
- População (Censo 2022)
- 12.309 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 1.321 (29,5%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 47 poços em Heliópolis, com profundidade média de 124,1 m (mediana de 110 m, variando de 21 m a 317 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 50% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Heliópolis é 24,4 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).
Números do cadastro em Heliópolis
| Poços no cadastro nacional | 47 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 124,1 m 46 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 110 m |
| Faixa de profundidade | 21 m a 317 m |
| Nível estático médio | 55,5 m 28 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 76 m 23 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1,5 m³/h por metro 18 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo São Sebastião 50% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico/animal 20 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 18 poços |
| Poços com teste de vazão | 47 de 47 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 42 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo São Sebastião — 4 poços
- Formação Marizal — 4 poços
O território e o subsolo de Heliópolis
Heliópolis tem 12.309 habitantes distribuídos em 313,4 km², o que dá 39,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cícero Dantas, na região intermediária de Paulo Afonso.
No Censo 2022, 1.321 dos 4.479 domicílios de Heliópolis — 29,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.244 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 799 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Heliópolis
Com base em 415 poços cadastrados num raio de 30 km de Heliópolis - BA, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 270 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 12,1 m³/h (metade dos poços entre 6,5 m³/h e 26,1 m³/h), sobre 138 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 43 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (93% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Heliópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 415 poços no raio, contra 47 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 138 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Heliópolis: 70/100
Confiança: amostra alta415 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 83peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Heliópolis costumam descer
- até 50 m 10%35
- 50 a 100 m 32%118
- 100 a 150 m 22%82
- acima de 150 m 36%131
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Marizal | 14,0 m³/h | 155 m | 6038 com teste |
| Grupo São Sebastião | 46,3 m³/h | 116 m | 428 com teste |
| Formação Olhos Dagua | sem teste | 60 m | 17 |
| Formação Palmares | 6,2 m³/h | 70 m | 142 com teste |
| Quaternário | 8,6 m³/h | 160 m | 135 com teste |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 19,6 m³/h | 120 m | 72 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m4 poços Formação Olhos Dagua 3 · Formação Marizal 1
- 50 a 100 m60 poços Grupo São Sebastião 16 · Formação Olhos Dagua 13 · Formação Palmares 13
- 100 a 150 m44 poços Formação Marizal 17 · Grupo São Sebastião 15 · Quaternário 4
- acima de 150 m55 poços Formação Marizal 31 · Grupo São Sebastião 11 · Quaternário 8
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Heliópolis?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Heliópolis.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Heliópolis
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Bahia · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.