Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guanambi - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guanambi, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 105poços cadastrados
  • 76,6 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 6,4 mnível estático médio

Como são os poços em Guanambi - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 105 poços em Guanambi - BA. A profundidade média é de 76,6 m e a mediana, 80 m, medida em 96 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 2.644 dos 30.379 domicílios do município — 8,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
105
Profundidade média
76,6 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
6,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
23,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
87.817 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.644 (8,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 105 poços em Guanambi, com profundidade média de 76,6 m (mediana de 80 m, variando de 25,5 m a 126 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guanambi é 23,1 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Guanambi

Poços cadastrados em Guanambi - BA
Poços no cadastro nacional105 poços
Profundidade média76,6 m 96 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade25,5 m a 126 m
Nível estático médio6,4 m 63 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,4 m 70 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 30 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 99% dos registros
Rocha predominanteArqueano 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 34 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 38 poços
Poços com teste de vazão105 de 105
Distribuição das profundidades em Guanambi 25,5 m mínimo 80 m mediana 126 m máximo
Metade dos poços fica entre 70 m e 82 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guanambi por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 8% 50-100 m 81 · 84% 100-150 m 7 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guanambi 1 1970 38 1980 30 1990 10 2000 16 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guanambi. Valores em poços. Abastecimento urbano 34 · 67% Abastecimento doméstico 12 · 24% Abastecimento múltiplo 3 · 6% Irrigação 1 · 2% Abastecimento industrial 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 68 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 51 poços
  • Quaternário — 36 poços
  • Terciário-Quaternário — 11 poços
  • Corpo Cristalino — 5 poços
  • Proterozoico Inferior — 4 poços
  • Eluvião — 1 poço

O território e o subsolo de Guanambi

Guanambi tem 87.817 habitantes distribuídos em 1.272,4 km², o que dá 69,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guanambi.

No Censo 2022, 2.644 dos 30.379 domicílios de Guanambi — 8,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.517 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.925 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guanambi

Com base em 238 poços cadastrados num raio de 30 km de Guanambi - BA, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 120 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 3,1 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 7,7 m³/h), sobre 97 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guanambi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 238 poços no raio, contra 105 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
3,1 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
8,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 97 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guanambi: 29/100

29 de 100

Confiança: amostra alta238 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 18peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 18peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guanambi costumam descer

  • até 50 m 9%19
  • 50 a 100 m 74%166
  • 100 a 150 m 17%37
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano 5,4 m³/h 70 m 4318 com teste
Quaternário 1,2 m³/h 70 m 393 com teste
Corpo Cristalino 3,6 m³/h 66 m 145 com teste
Proterozoico Inferior 1,7 m³/h 90 m 75 com teste
Proterozoico Superior 9,5 m³/h 120 m 65 com teste
Grupo Santo Onofre 2,1 m³/h 61 m 53 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 80 m 5
Eluvião sem teste 65 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m16 poços Arqueano 7 · Quaternário 6 · Grupo Santo Onofre 1
  • 50 a 100 m102 poços Arqueano 35 · Quaternário 33 · Corpo Cristalino 14
  • 100 a 150 m10 poços Proterozoico Superior 6 · Grupo Santo Onofre 1 · Complexo Santa Isabel 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guanambi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guanambi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.