Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Estêvão - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Estêvão, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo barreira indiviso
  • 29poços cadastrados
  • 54,7 mprofundidade média
  • 55 mprofundidade mediana
  • 13,7 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Estêvão - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 29 poços em Santo Estêvão - BA. A profundidade média é de 54,7 m e a mediana, 55 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreira Indiviso. No Censo 2022, 1.581 dos 17.409 domicílios do município — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
29
Profundidade média
54,7 m
Profundidade mediana
55 m
Nível estático médio
13,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreira Indiviso
Ante a média do estado
45 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
52.276 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.581 (9,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 29 poços em Santo Estêvão, com profundidade média de 54,7 m (mediana de 55 m, variando de 36 m a 80 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreira Indiviso, presente em 29% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Estêvão é 45 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Santo Estêvão

Poços cadastrados em Santo Estêvão - BA
Poços no cadastro nacional29 poços
Profundidade média54,7 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana55 m
Faixa de profundidade36 m a 80 m
Nível estático médio13,7 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio32,7 m 16 poços com o dado
Vazão específica média3,1 m³/h por metro 11 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 69% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreira Indiviso 29% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 17 poços
Poços com teste de vazão29 de 29
Distribuição das profundidades em Santo Estêvão 36 m mínimo 55 m mediana 80 m máximo
Metade dos poços fica entre 40,5 m e 70 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Estêvão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 13 · 45% 50-100 m 16 · 55%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Estêvão 2 1960 6 1970 17 1980 2 1990 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Estêvão. Valores em poços. Abastecimento urbano 10 · 83% Irrigação 1 · 8% Abastecimento doméstico/animal 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreira Indiviso — 5 poços
  • Arqueano — 4 poços
  • Grupo Barreiras — 3 poços
  • Eluvião — 2 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços
  • Formação Capim Grosso — 1 poço

O território e o subsolo de Santo Estêvão

Santo Estêvão tem 52.276 habitantes distribuídos em 360,3 km², o que dá 145,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Feira de Santana.

No Censo 2022, 1.581 dos 17.409 domicílios de Santo Estêvão — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 700 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.625 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Estêvão

Com base em 241 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Estêvão - BA, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 98 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 2,1 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 4,3 m³/h), sobre 94 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Estêvão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 241 poços no raio, contra 29 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
2,1 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
8,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 94 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Estêvão: 30/100

30 de 100

Confiança: amostra alta241 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 11peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 50peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 22peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Estêvão costumam descer

  • até 50 m 24%55
  • 50 a 100 m 68%155
  • 100 a 150 m 7%16
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano 3,0 m³/h 70 m 4318 com teste
Quaternário 1,1 m³/h 70 m 208 com teste
Grupo Barreiras sem teste 27 m 16
Formação Capim Grosso 1,6 m³/h 50 m 147 com teste
Eluvião 2,0 m³/h 61 m 107 com teste
Terciário-Quaternário 1,2 m³/h 50 m 74 com teste
Corpo Cristalino 2,0 m³/h 60 m 61 com teste
Grupo Caraíba 3,3 m³/h 49 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m48 poços Grupo Barreiras 14 · Formação Capim Grosso 9 · Arqueano 7
  • 50 a 100 m80 poços Arqueano 35 · Quaternário 18 · Eluvião 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Estêvão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Estêvão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.