Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Coronel João Sá - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Coronel João Sá, Bahia.

  • aquífero fissural
  • grupo macururé
  • 51poços cadastrados
  • 84,8 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 3,8 mnível estático médio

Como são os poços em Coronel João Sá - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 51 poços em Coronel João Sá - BA. A profundidade média é de 84,8 m e a mediana, 80 m, medida em 44 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Macururé. No Censo 2022, 23 dos 6.026 domicílios do município — 0,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
51
Profundidade média
84,8 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
3,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Macururé
Ante a média do estado
14,9 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
17.056 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
23 (0,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 51 poços em Coronel João Sá, com profundidade média de 84,8 m (mediana de 80 m, variando de 36 m a 152 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Macururé, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Coronel João Sá é 14,9 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Coronel João Sá

Poços cadastrados em Coronel João Sá - BA
Poços no cadastro nacional51 poços
Profundidade média84,8 m 44 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade36 m a 152 m
Nível estático médio3,8 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio41,6 m 30 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 29 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 97% dos registros
Rocha predominanteGrupo Macururé 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 20 poços
Poços com teste de vazão51 de 51
Distribuição das profundidades em Coronel João Sá 36 m mínimo 80 m mediana 152 m máximo
Metade dos poços fica entre 51 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Coronel João Sá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 20% 50-100 m 20 · 45% 100-150 m 14 · 32% 150-200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Coronel João Sá 1 1970 10 1980 20 1990 5 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Coronel João Sá. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 7 · 50% Abastecimento urbano 5 · 36% Abastecimento doméstico 1 · 7% Pecuária 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 32 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Macururé — 7 poços
  • Proterozoico Superior — 4 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 3 poços
  • Arqueano — 1 poço
  • Grupo Canudos — 1 poço

O território e o subsolo de Coronel João Sá

Coronel João Sá tem 17.056 habitantes distribuídos em 797,4 km², o que dá 21,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jeremoabo, na região intermediária de Paulo Afonso.

No Censo 2022, 23 dos 6.026 domicílios de Coronel João Sá — 0,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 20 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.406 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Coronel João Sá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Coronel João Sá

Com base em 209 poços cadastrados num raio de 30 km de Coronel João Sá - BA, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 191 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 6,9 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 87 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (72% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Coronel João Sá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 209 poços no raio, contra 51 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
6,9 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
7,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 87 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Coronel João Sá: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta209 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 46peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 48peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Coronel João Sá costumam descer

  • até 50 m 13%23
  • 50 a 100 m 54%98
  • 100 a 150 m 19%35
  • acima de 150 m 14%26

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Macururé 8,6 m³/h 50 m 115 com teste
Grupo Ilhas 58,0 m³/h 236 m 98 com teste
Corpo Cristalino 6,5 m³/h 80 m 92 com teste
Grupo São Sebastião 33,0 m³/h 225 m 64 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 4,8 m³/h 110 m 51 com teste
Proterozoico Superior 0,6 m³/h 51 m 53 com teste
Formação Candeias 31,6 m³/h 137 m 42 com teste
Grupo Canudos 3,1 m³/h 60 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Grupo Macururé 6 · Corpo Cristalino 2 · Proterozoico Superior 2
  • 50 a 100 m31 poços Corpo Cristalino 6 · Grupo Macururé 5 · Grupo Canudos 3
  • 100 a 150 m10 poços Pré-Cambriano Indiviso 3 · Unidade Juá 1 · Formação Candeias 1
  • acima de 150 m19 poços Grupo Ilhas 7 · Grupo São Sebastião 5 · Formação Marizal 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Coronel João Sá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Coronel João Sá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.