Bahia · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Lapão - BA: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lapão, Bahia.
- aquífero carstico
- formação salitre
- 282poços cadastrados
- 96 mprofundidade média
- 81 mprofundidade mediana
- 17,9 mnível estático médio
Como são os poços em Lapão - BA?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 282 poços em Lapão - BA. A profundidade média é de 96 m e a mediana, 81 m, medida em 256 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,9 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 279 dos 8.725 domicílios do município — 3,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 282
- Profundidade média
- 96 m
- Profundidade mediana
- 81 m
- Nível estático médio
- 17,9 m
- Aquífero predominante
- Carstico
- Rocha predominante
- Formação Salitre
- Ante a média do estado
- 3,7 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
- População (Censo 2022)
- 25.736 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 279 (3,2%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 282 poços em Lapão, com profundidade média de 96 m (mediana de 81 m, variando de 17 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 63% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Lapão é 3,7 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).
Números do cadastro em Lapão
| Poços no cadastro nacional | 282 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 96 m 256 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 81 m |
| Faixa de profundidade | 17 m a 180 m |
| Nível estático médio | 17,9 m 224 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 41,6 m 212 poços com o dado |
| Vazão específica média | 49,3 m³/h por metro 181 poços com teste |
| Aquífero predominante | Carstico 97% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Salitre 63% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 44 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 95 poços |
| Poços com teste de vazão | 282 de 282 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Carstico — 221 poços
- Fissural — 8 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Salitre — 84 poços
- Grupo Bambuí — 20 poços
- Quaternário — 18 poços
- Eluvião — 7 poços
- Terciário-Quaternário — 2 poços
- Proterozoico Superior — 2 poços
O território e o subsolo de Lapão
Lapão tem 25.736 habitantes distribuídos em 642,9 km², o que dá 40,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.
No Censo 2022, 279 dos 8.725 domicílios de Lapão — 3,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 268 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 381 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Lapão, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.
Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.
O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Lapão
Com base em 1.237 poços cadastrados num raio de 30 km de Lapão - BA, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 140 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 8,9 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 630 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (94% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lapão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.237 poços no raio, contra 282 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 630 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Lapão: 65/100
Confiança: amostra alta1.237 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Lapão costumam descer
- até 50 m 7%72
- 50 a 100 m 65%674
- 100 a 150 m 26%263
- acima de 150 m 2%22
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Salitre | 8,8 m³/h | 80 m | 223113 com teste |
| Quaternário | 11,5 m³/h | 80 m | 10515 com teste |
| Grupo Bambuí | 12,3 m³/h | 80 m | 9358 com teste |
| Eluvião | 18,8 m³/h | 70 m | 3310 com teste |
| Terciário-Quaternário | sem teste | 105 m | 6 |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | 10,3 m³/h | 90 m | 44 com teste |
| Proterozoico Superior | 2,2 m³/h | 159 m | 44 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m29 poços Quaternário 12 · Formação Salitre 10 · Grupo Bambuí 5
- 50 a 100 m323 poços Formação Salitre 157 · Quaternário 73 · Grupo Bambuí 58
- 100 a 150 m117 poços Formação Salitre 55 · Grupo Bambuí 29 · Quaternário 19
- acima de 150 m6 poços Proterozoico Superior 2 · Quaternário 1 · Eluvião 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Lapão?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lapão.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Lapão
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Bahia · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.