Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em América Dourada - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para América Dourada, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 253poços cadastrados
  • 97,1 mprofundidade média
  • 84 mprofundidade mediana
  • 16,3 mnível estático médio

Como são os poços em América Dourada - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 253 poços em América Dourada - BA. A profundidade média é de 97,1 m e a mediana, 84 m, medida em 204 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 16,3 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 669 dos 5.148 domicílios do município — 13% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
253
Profundidade média
97,1 m
Profundidade mediana
84 m
Nível estático médio
16,3 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
15.137 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
669 (13%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 253 poços em América Dourada, com profundidade média de 97,1 m (mediana de 84 m, variando de 1 m a 198 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 55% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de América Dourada é praticamente igual à média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em América Dourada

Poços cadastrados em América Dourada - BA
Poços no cadastro nacional253 poços
Profundidade média97,1 m 204 poços com o dado
Profundidade mediana84 m
Faixa de profundidade1 m a 198 m
Nível estático médio16,3 m 133 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,8 m 130 poços com o dado
Vazão específica média14,1 m³/h por metro 87 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 95% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 55% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 76 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 67 poços
Poços com teste de vazão253 de 253
Distribuição das profundidades em América Dourada 1 m mínimo 84 m mediana 198 m máximo
Metade dos poços fica entre 72,2 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de América Dourada por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 6% 50-100 m 111 · 54% 100-150 m 76 · 37% 150-200 m 5 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em América Dourada 16 1960 39 1970 67 1980 25 1990 36 2000 18 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de América Dourada. Valores em poços. Abastecimento urbano 76 · 44% Irrigação 42 · 24% Abastecimento múltiplo 28 · 16% Doméstico/irrigação/animal 12 · 7% Abastecimento doméstico 10 · 6% Abastecimento doméstico/animal 5 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 123 poços
  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 79 poços
  • Quaternário — 31 poços
  • Grupo Bambuí — 21 poços
  • Eluvião — 6 poços
  • Formação Caatinga — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 3 poços

O território e o subsolo de América Dourada

América Dourada tem 15.137 habitantes distribuídos em 822,4 km², o que dá 18,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 669 dos 5.148 domicílios de América Dourada — 13% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 655 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 778 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de América Dourada

Com base em 950 poços cadastrados num raio de 30 km de América Dourada - BA, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 150 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 8,4 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 18,1 m³/h), sobre 455 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de América Dourada se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 950 poços no raio, contra 253 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
8,4 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
33,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 455 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de América Dourada: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta950 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 62peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 89peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de América Dourada costumam descer

  • até 50 m 7%51
  • 50 a 100 m 59%452
  • 100 a 150 m 31%241
  • acima de 150 m 3%24

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 5,8 m³/h 95 m 12242 com teste
Quaternário 11,3 m³/h 80 m 677 com teste
Grupo Bambuí 13,2 m³/h 100 m 6744 com teste
Eluvião 7,0 m³/h 100 m 207 com teste
Proterozoico Superior 4,8 m³/h 150 m 1412 com teste
Terciário-Quaternário sem teste 114 m 9
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10,3 m³/h 150 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m17 poços Quaternário 9 · Formação Salitre 5 · Eluvião 2
  • 50 a 100 m164 poços Formação Salitre 67 · Quaternário 41 · Grupo Bambuí 35
  • 100 a 150 m120 poços Formação Salitre 47 · Grupo Bambuí 30 · Quaternário 17
  • acima de 150 m10 poços Proterozoico Superior 4 · Formação Salitre 3 · Terciário-Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos América Dourada?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em América Dourada.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.