Amazonas · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Boca do Acre - AM: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Boca do Acre, Amazonas.

  • aquífero poroso
  • formação solimões
  • 77poços cadastrados
  • 20,6 mprofundidade média
  • 13 mprofundidade mediana
  • 4,4 mnível estático médio

Como são os poços em Boca do Acre - AM?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 77 poços em Boca do Acre - AM. A profundidade média é de 20,6 m e a mediana, 13 m, medida em 77 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 4,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Solimões. No Censo 2022, 2.859 dos 10.162 domicílios do município — 28,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
77
Profundidade média
20,6 m
Profundidade mediana
13 m
Nível estático médio
4,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Solimões
Ante a média do estado
50 m mais raso que a média de Amazonas (70,6 m)
População (Censo 2022)
35.447 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.859 (28,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 77 poços em Boca do Acre, com profundidade média de 20,6 m (mediana de 13 m, variando de 2,4 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Solimões, presente em 97% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Boca do Acre é 50 m mais raso que a média de Amazonas (70,6 m).

Números do cadastro em Boca do Acre

Poços cadastrados em Boca do Acre - AM
Poços no cadastro nacional77 poços
Profundidade média20,6 m 77 poços com o dado
Profundidade mediana13 m
Faixa de profundidade2,4 m a 120 m
Nível estático médio4,4 m 47 poços com o dado
Nível dinâmico médio10,4 m 9 poços com o dado
Vazão específica média4 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Solimões 97% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 36 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 55 poços
Poços com teste de vazão77 de 77
Distribuição das profundidades em Boca do Acre 2,4 m mínimo 13 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 8 m e 22 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Boca do Acre por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 70 · 91% 50-100 m 6 · 8% 100-150 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Boca do Acre 5 1980 15 1990 55 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Boca do Acre. Valores em poços. Abastecimento doméstico 36 · 47% Abastecimento múltiplo 18 · 23% Sem uso 15 · 19% Abastecimento industrial 7 · 9% Abastecimento doméstico/animal 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 77 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Solimões — 75 poços
  • Aluviões — 2 poços

O território e o subsolo de Boca do Acre

Boca do Acre tem 35.447 habitantes distribuídos em 21.938,6 km², o que dá 1,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lábrea.

No Censo 2022, 2.859 dos 10.162 domicílios de Boca do Acre — 28,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.924 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.064 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Amazonas está sobre a Bacia do Amazonas, onde a Formação Alter do Chão forma um dos maiores reservatórios de água subterrânea do planeta. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Alter do Chão, aluviões. Arenito friável de alta produtividade. O projeto vive do revestimento e do pré-filtro; ferro dissolvido é o problema químico mais comum.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Boca do Acre

Com base em 77 poços cadastrados num raio de 30 km de Boca do Acre - AM, 80% deles foram concluídos entre 6 m e 42 m, com profundidade mediana de 13 m. A vazão mediana calculada é de 8,2 m³/h (metade dos poços entre 7,2 m³/h e 9,0 m³/h), sobre 9 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Boca do Acre se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 77 poços no raio, contra 77 poços dentro do município.

13 mprofundidade mediana
8,2 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 9 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Boca do Acre: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra média77 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 61peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 100peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 100peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Boca do Acre costumam descer

  • até 50 m 91%70
  • 50 a 100 m 8%6
  • 100 a 150 m 1%1
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m70 poços Formação Solimões 68 · Aluviões 2
  • 50 a 100 m6 poços Formação Solimões 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Boca do Acre?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Boca do Acre.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.