Alagoas · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Coruripe - AL: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Coruripe, Alagoas.

  • aquífero poroso
  • coberturas sedimentares indiferenciadas
  • 22poços cadastrados
  • 66 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 19 mnível estático médio

Como são os poços em Coruripe - AL?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Coruripe - AL. A profundidade média é de 66 m e a mediana, 60 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 19 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas. No Censo 2022, 1.013 dos 16.396 domicílios do município — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
66 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
19 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas
Ante a média do estado
7,4 m mais raso que a média de Alagoas (73,4 m)
População (Censo 2022)
50.414 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.013 (6,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Coruripe, com profundidade média de 66 m (mediana de 60 m, variando de 8 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Coruripe é 7,4 m mais raso que a média de Alagoas (73,4 m).

Números do cadastro em Coruripe

Poços cadastrados em Coruripe - AL
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média66 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade8 m a 120 m
Nível estático médio19 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,1 m 15 poços com o dado
Vazão específica média5,1 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteCoberturas Sedimentares Indiferenciadas 56% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/irrig. 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 12 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Coruripe 8 m mínimo 60 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 54 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Coruripe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 18% 50-100 m 16 · 73% 100-150 m 2 · 9%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Coruripe 12 1970 1 1990 9 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Coruripe. Valores em poços. Abastecimento doméstico/irrig. 4 · 57% Abastecimento doméstico 3 · 43%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 9 poços
  • Grupo Barreiras — 7 poços

O território e o subsolo de Coruripe

Coruripe tem 50.414 habitantes distribuídos em 897,8 km², o que dá 56,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Penedo, na região intermediária de Maceió.

No Censo 2022, 1.013 dos 16.396 domicílios de Coruripe — 6,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 893 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 556 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Coruripe, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Alagoas divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas e os tabuleiros do Barreiras, no litoral, e o embasamento cristalino, no sertão. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Barreiras, Sistema Marituba, embasamento cristalino. No litoral, poço poroso previsível; no agreste e no sertão, poço fissural que depende de fratura — e, perto do mar, atenção à intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Coruripe

Com base em 57 poços cadastrados num raio de 30 km de Coruripe - AL, 80% deles foram concluídos entre 12 m e 84 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 12,2 m³/h (metade dos poços entre 10,6 m³/h e 21,7 m³/h), sobre 17 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Coruripe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 57 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
12,2 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
2,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 17 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Coruripe: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra média57 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 15peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 24peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 88peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Coruripe costumam descer

  • até 50 m 39%22
  • 50 a 100 m 57%32
  • 100 a 150 m 4%2
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 16,5 m³/h 54 m 99 com teste
Grupo Barreiras 12,3 m³/h 80 m 66 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3
  • 50 a 100 m10 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6 · Grupo Barreiras 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Coruripe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Coruripe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.