Alagoas · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Sebastião - AL: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Sebastião, Alagoas.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 30poços cadastrados
  • 64,6 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 11,7 mnível estático médio

Como são os poços em São Sebastião - AL?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em São Sebastião - AL. A profundidade média é de 64,6 m e a mediana, 60 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 6.902 dos 10.475 domicílios do município — 65,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
64,6 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
11,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
8,8 m mais raso que a média de Alagoas (73,4 m)
População (Censo 2022)
31.786 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
6.902 (65,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em São Sebastião, com profundidade média de 64,6 m (mediana de 60 m, variando de 40 m a 100 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Sebastião é 8,8 m mais raso que a média de Alagoas (73,4 m).

Números do cadastro em São Sebastião

Poços cadastrados em São Sebastião - AL
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média64,6 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade40 m a 100 m
Nível estático médio11,7 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio34,7 m 5 poços com o dado
Vazão específica média2,3 m³/h por metro 5 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em São Sebastião 40 m mínimo 60 m mediana 100 m máximo
Metade dos poços fica entre 51 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Sebastião por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 23% 50-100 m 23 · 77%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Sebastião 5 1980 9 1990 16 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Sebastião. Valores em poços. Abastecimento doméstico 19 · 83% Abastecimento múltiplo 2 · 9% Sem uso 2 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço

O território e o subsolo de São Sebastião

São Sebastião tem 31.786 habitantes distribuídos em 314,9 km², o que dá 100,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Arapiraca.

No Censo 2022, 6.902 dos 10.475 domicílios de São Sebastião — 65,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 637 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 7.109 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Alagoas divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas e os tabuleiros do Barreiras, no litoral, e o embasamento cristalino, no sertão. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Barreiras, Sistema Marituba, embasamento cristalino. No litoral, poço poroso previsível; no agreste e no sertão, poço fissural que depende de fratura — e, perto do mar, atenção à intrusão salina.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Sebastião

Com base em 208 poços cadastrados num raio de 30 km de São Sebastião - AL, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 80 m, com profundidade mediana de 51 m. A vazão mediana calculada é de 3,5 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 7,1 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (56% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Sebastião se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 208 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

51 mprofundidade mediana
3,5 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
7,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Sebastião: 34/100

34 de 100

Confiança: amostra alta208 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 46peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 23peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 84peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Sebastião costumam descer

  • até 50 m 46%95
  • 50 a 100 m 51%104
  • 100 a 150 m 2%5
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 3,4 m³/h 50 m 1210 com teste
Grupo Barreiras 18,9 m³/h 96 m 118 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Corpo Cristalino 8 · Grupo Barreiras 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m8 poços Corpo Cristalino 4 · Grupo Barreiras 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 100 a 150 m4 poços Grupo Barreiras 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Sebastião?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Sebastião.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.