Tocantins · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tocantinópolis - TO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tocantinópolis, Tocantins.

  • aquífero poroso
  • formação sambaíba, grupo balsas
  • 16poços cadastrados
  • 155,1 mprofundidade média
  • 158 mprofundidade mediana
  • 42,7 mnível estático médio

Como são os poços em Tocantinópolis - TO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 16 poços em Tocantinópolis - TO. A profundidade média é de 155,1 m e a mediana, 158 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 42,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Sambaíba, Grupo Balsas. No Censo 2022, 624 dos 7.384 domicílios do município — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
16
Profundidade média
155,1 m
Profundidade mediana
158 m
Nível estático médio
42,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Sambaíba, Grupo Balsas
Ante a média do estado
41,1 m mais fundo que a média de Tocantins (114 m)
População (Censo 2022)
22.615 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
624 (8,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 16 poços em Tocantinópolis, com profundidade média de 155,1 m (mediana de 158 m, variando de 90 m a 328 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sambaíba, Grupo Balsas, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tocantinópolis é 41,1 m mais fundo que a média de Tocantins (114 m).

Números do cadastro em Tocantinópolis

Poços cadastrados em Tocantinópolis - TO
Poços no cadastro nacional16 poços
Profundidade média155,1 m 14 poços com o dado
Profundidade mediana158 m
Faixa de profundidade90 m a 328 m
Nível estático médio42,7 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,6 m 13 poços com o dado
Vazão específica média3,6 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Sambaíba, Grupo Balsas 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão16 de 16
Distribuição das profundidades em Tocantinópolis 90 m mínimo 158 m mediana 328 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 192 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tocantinópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 21% 100-150 m 4 · 29% 150-200 m 4 · 29% acima de 200 m 3 · 21%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tocantinópolis 2 1980 1 1990 10 2000 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tocantinópolis. Valores em poços. Abastecimento urbano 7 · 47% Outros (lazer,etc.) 2 · 13% Abastecimento industrial 2 · 13% Abastecimento doméstico/animal 2 · 13% Abastecimento doméstico 2 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Sambaíba, Grupo Balsas — 3 poços

O território e o subsolo de Tocantinópolis

Tocantinópolis tem 22.615 habitantes distribuídos em 1.083,6 km², o que dá 20,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tocantinópolis, na região intermediária de Araguaína.

No Censo 2022, 624 dos 7.384 domicílios de Tocantinópolis — 8,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 575 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 572 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Tocantins está sobre a borda da Bacia do Parnaíba a leste, com os arenitos do Urucuia e do Grupo Serra Grande, e o cristalino da faixa Araguaia a oeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Serra Grande, Formação Piauí, Faixa Araguaia. A leste, poço poroso previsível; a oeste, fissural. A planície do Bananal tem aquífero raso e sazonal.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tocantinópolis

Com base em 172 poços cadastrados num raio de 30 km de Tocantinópolis - TO, 80% deles foram concluídos entre 71 m e 200 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 13,7 m³/h (metade dos poços entre 6,3 m³/h e 37,4 m³/h), sobre 78 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tocantinópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 172 poços no raio, contra 16 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
13,7 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
6,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 78 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tocantinópolis: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta172 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 40peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tocantinópolis costumam descer

  • até 50 m 6%9
  • 50 a 100 m 28%41
  • 100 a 150 m 40%59
  • acima de 150 m 25%37

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Itapecuru 7,0 m³/h 120 m 76 com teste
Formação Sambaíba, Grupo Balsas 26,9 m³/h 109 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m7 poços Formação Itapecuru 3 · Formação Corda 2 · Formação Sambaíba, Grupo Balsas 1
  • 100 a 150 m8 poços Formação Itapecuru 3 · Formação Sambaíba, Grupo Balsas 2 · Complexo Itapicuru 1
  • acima de 150 m5 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Formação Sambaíba, Grupo Balsas 1 · Formação Itapecuru 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tocantinópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tocantinópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.