Tocantins · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Miranorte - TO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Miranorte, Tocantins.

  • aquífero poroso
  • formação pimenteiras, grupo canindé
  • 5poços cadastrados
  • 180 mprofundidade média
  • 180 mprofundidade mediana
  • 26 mnível estático médio

Como são os poços em Miranorte - TO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Miranorte - TO. A profundidade média é de 180 m e a mediana, 180 m, medida em 3 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Pimenteiras, Grupo Canindé. No Censo 2022, 218 dos 4.398 domicílios do município — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
180 m
Profundidade mediana
180 m
Nível estático médio
26 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Pimenteiras, Grupo Canindé
Ante a média do estado
66 m mais fundo que a média de Tocantins (114 m)
População (Censo 2022)
12.701 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
218 (5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Miranorte, com profundidade média de 180 m (mediana de 180 m, variando de 170 m a 190 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Pimenteiras, Grupo Canindé, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Miranorte é 66 m mais fundo que a média de Tocantins (114 m).

Números do cadastro em Miranorte

Poços cadastrados em Miranorte - TO
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média180 m 3 poços com o dado
Profundidade mediana180 m
Faixa de profundidade170 m a 190 m
Nível estático médio26 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio74 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Pimenteiras, Grupo Canindé 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 2 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Miranorte 170 m mínimo 180 m mediana 190 m máximo
Metade dos poços fica entre 170 m e 190 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Miranorte por faixa de profundidade. Valores em poços. 150-200 m 3 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Miranorte 1 1970 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Miranorte. Valores em poços. Abastecimento industrial 2 · 40% Abastecimento doméstico 2 · 40% Sem uso 1 · 20%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 1 poço

O território e o subsolo de Miranorte

Miranorte tem 12.701 habitantes distribuídos em 1.033,3 km², o que dá 12,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Miracema do Tocantins, na região intermediária de Palmas.

No Censo 2022, 218 dos 4.398 domicílios de Miranorte — 5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 114 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 450 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Miranorte, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Tocantins está sobre a borda da Bacia do Parnaíba a leste, com os arenitos do Urucuia e do Grupo Serra Grande, e o cristalino da faixa Araguaia a oeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Serra Grande, Formação Piauí, Faixa Araguaia. A leste, poço poroso previsível; a oeste, fissural. A planície do Bananal tem aquífero raso e sazonal.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Miranorte

Com base em 21 poços cadastrados num raio de 30 km de Miranorte - TO, 80% deles foram concluídos entre 34 m e 268 m, com profundidade mediana de 175 m. A vazão mediana calculada é de 10,1 m³/h (metade dos poços entre 6,2 m³/h e 11,3 m³/h), sobre 9 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Miranorte se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 21 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

175 mprofundidade mediana
10,1 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
0,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 9 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Miranorte: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra média21 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 5peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 47peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 98peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Miranorte costumam descer

  • até 50 m 25%4
  • 50 a 100 m 6%1
  • 100 a 150 m 13%2
  • acima de 150 m 56%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 26,6 m³/h 209 m 31 com teste
Formação Poti sem teste 102 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Miranorte?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Miranorte.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.