Tocantins · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guaraí - TO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guaraí, Tocantins.

  • aquífero fissural
  • formação pedra de fogo
  • 13poços cadastrados
  • 86,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 8,3 mnível estático médio

Como são os poços em Guaraí - TO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Guaraí - TO. A profundidade média é de 86,7 m e a mediana, 100 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Pedra de Fogo. No Censo 2022, 561 dos 8.831 domicílios do município — 6,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
86,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
8,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Pedra de Fogo
Ante a média do estado
27,3 m mais raso que a média de Tocantins (114 m)
População (Censo 2022)
24.775 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
561 (6,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Guaraí, com profundidade média de 86,7 m (mediana de 100 m, variando de 40 m a 125 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Pedra de Fogo, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guaraí é 27,3 m mais raso que a média de Tocantins (114 m).

Números do cadastro em Guaraí

Poços cadastrados em Guaraí - TO
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média86,7 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade40 m a 125 m
Nível estático médio8,3 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,6 m 9 poços com o dado
Vazão específica média2,9 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteFormação Pedra de Fogo 56% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 4 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em Guaraí 40 m mínimo 100 m mediana 125 m máximo
Metade dos poços fica entre 62 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guaraí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 20% 50-100 m 4 · 40% 100-150 m 4 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guaraí 3 1980 4 1990 3 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guaraí. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 50% Abastecimento industrial 4 · 33% Abastecimento doméstico 2 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 3 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Pedra de Fogo — 5 poços
  • Formação Piauí — 4 poços

O território e o subsolo de Guaraí

Guaraí tem 24.775 habitantes distribuídos em 2.106,8 km², o que dá 11,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guaraí, na região intermediária de Araguaína.

No Censo 2022, 561 dos 8.831 domicílios de Guaraí — 6,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 422 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 817 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Guaraí, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Tocantins está sobre a borda da Bacia do Parnaíba a leste, com os arenitos do Urucuia e do Grupo Serra Grande, e o cristalino da faixa Araguaia a oeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Serra Grande, Formação Piauí, Faixa Araguaia. A leste, poço poroso previsível; a oeste, fissural. A planície do Bananal tem aquífero raso e sazonal.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guaraí

Com base em 16 poços cadastrados num raio de 30 km de Guaraí - TO, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 120 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 14,8 m³/h (metade dos poços entre 5,7 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 7 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guaraí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 16 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
14,8 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
0,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 7 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guaraí: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra baixa16 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 3peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 97peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guaraí costumam descer

  • até 50 m 17%2
  • 50 a 100 m 50%6
  • 100 a 150 m 33%4
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guaraí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guaraí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.